Quarta-feira, 6 de maio de 2026 - 07h35

O governo
Lula não é do PT, mas das circunstâncias. Causará risos quem disser seriamente
que o PT governa o Brasil. Tudo aponta que nem Lula nem o grosso de seu
ministério rezam pela “cartilha” desse partido. Há pouco, o ministro Márcio
Elias Rosa, do Desenvolvimento, negou que o governo pretenda criar uma empresa
estatal para gerir as terras raras. Se criar, antes de completar os primeiros
dez anos a empresa já estará desmoralizada, pois lidar com TRs é demorado e
complexo.
Especialista
na área jurídica, Rosa está longe de ser um “vermelhinho” estatizante. Ligado
ao vice-presidente Geraldo Alckmin, não tem a menor proximidade “ideológica”
com os grevistas do século passado. Na verdade, empresas estatais, caso do
Metrô de Nova York, só funcionam quando não são controladas por partidos. Por
isso, o mais viável em relação às TRs é aproveitar iniciativas capacitadas de
outras nações. A empresa americana USA Rare Earth adquiriu a brasileira Serra
Verde, única mineradora em escala de terras raras pesadas fora da Ásia.
Por
sua vez, a Mineração Taboca, controlada pela chinesa Nonferrous Metal Mining
Group, envia estanho para a Tesla e Toyota nos EUA. Diz-se que os lucros vão
para a China, os minérios para os EUA e os custos ambientais ficam para o
Brasil. É o PC (Partido das Circunstâncias) que governa o país. Bāxī é como se
diz “Brasil” em chinês.
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Pouca capilaridade
Sejamos
francos, caras pálidas, alguns postulantes ao Palácio Rio Madeira, sede do
governo estadual, não tem capilaridade eleitoral nenhuma, sendo desconhecidos
do eleitorado, ou ao menos testados nas urnas e quando
testados com resultados pífios. Vejam o caso do lançamento do candidato
do MDB, o professor universitário Pedro Abid. Mas sendo desconhecido não tem
rejeição e como a classe política tão desgastada está em condições de crescer
durante a campanha. Temos ainda o caso do postulante do PSB, Samuel Costa que vem
de resultados fracos em eleições
passadas. E Teodoro do PSOL é um mero desconhecido e assim por diante.
Campanha aberta
Mas
a campanha 2026 está aberta por vários motivos. O primeiro deles é em função da
elevada taxa de indecisos, o que pode virar tudo de cabeça para baixo durante a
campanha. Some-se isto a um quadro de indefinições e algumas candidaturas ao
governo do estado lançadas para buscar indicação de vices em campanhas de
ponteira. Algumas coisas me parecem certas: o candidato do Lulapetismo,
Expedito Neto, rema contra a correnteza, já que o governo federal não desfruta
de prestigio no estado. Também o candidato do governador Marcos Rocha, o
ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria é contaminado com a impopularidade do
atual mandatário rondoniense.
Grande revolta
Sobre
as eleições 2026, e temos os representantes da nossa bancada federal
amaldiçoados de Nova Califórnia, no extremo norte rondoniense a Planalto São Luís
e a Serra do Touro, no cone sul rondoniense, por causa dos cochilos, omissão e
falta de combatividade em temas sensíveis ao eleitorado, como foi a cobrança do
pedagiamento da BR 364, cuja rodovia não tem suas obras avançadas, com as
tarifas mais caras do País. A concorrência já prepara outdoors e peças
publicitarias com os nomes dos parlamentares dorminhocos, também desgastados
com a cobrança das tarifas aéreas mais caras do Brasil. Acena-se agora para uma
revisão as tarifas para melhorar a imagem dos nossos parlamentares.
A indicação
Sendo
confirmada a indicação do ex-vereador e ex-deputado estadual Everton Leoni a
condição de vice na chapa do governadoavel Adailton Fúria (PSD), pode-se
concluir que a composição é uma combinação de esforços do atual governador
Marcos Rocha (PSD) com o ex-governador Ivo Cassol. Se isto vai tornar a candidatura
de Fúria mais competitiva em Porto Velho, onde o comunicador é muito popular e
na Zona da Mata, Região do Café e Cone Sul rondoniense, onde Ivo Cassol detém
os seus maiores índices de aceitação, é outra coisa.
Precisando de muletas
A
grande verdade é que Adailton Fúria (PSD) e Marcos Rogério (PL) estão recorrendo
a muletas para o enfrentamento contra o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista),
que tem a melhor largada contra os adversários ao Palácio Rio Madeira na região
metropolitana. Fúria está recorrendo a popularidade do comunicador Everton Leoni
e buscando identidade com Cassol, Marcos Rogério apelando para a aliança com o
atual prefeito de Porto Velho Leo Moraes. Se pelo menos Rogério e Fúria,
conseguirem reduzir a diferença na capital contra Hildão já estarão no lucro.
Via Direta
*** Aos poucos as definições dos vices
dos governadoraveis vão acontecendo, como é o caso de Everton Leoni para Adailton
Fúria. Mas Expedito Neto, candidato do PT e da Caravana Esperança ainda está
gestionando alianças com outras legendas para firmar seu companheiro de chapa *** É certo que até as
convenções partidárias de julho haverá ainda muito tempo para cravar a
indicação de vices ***Quase 10 por dento
dos eleitores de Rondônia estão com seus títulos cancelados e ameaçados de fiar
fora das eleições no estado neste ano de 2026. O TRE está encerrando sua
campanha de atualização.
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