Quarta-feira, 27 de maio de 2026 - 07h57

Nas
ditaduras, como no Estado Novo e no confuso período 1964-1985, a chamada “democradura”,
a população não tinha direito a voto. Constitucionalmente o voto era
obrigatório (como ainda é) mas não havia eleições. Ou seja, o eleitor era
obrigado a se registrar na Justiça Eleitoral e a votar ao mesmo tempo em que
não podia votar por não haver eleições.
Atualmente,
com a plena democracia assegurada definitivamente pela Carta de 1988, há
eleições em todos os níveis e a orgulhosa Justiça Eleitoral proclama a
sacralidade do voto enquanto os candidatos se oferecem para resolver todos os
problemas, da quadratura do círculo ao derretimento dos polos.
Com
as eleições livres, porém, viu-se que os eleitos não podem fazer tudo o que
prometem. Milhares de prefeitos exorbitam das funções e são podados pela
Justiça do Estado. O poder dos eleitos é limitado por três constituições
(federal, estadual e Lei Orgânica Municipal) e os cidadãos que se julgam
prejudicados por decisões dos executivos e legisladores podem recorrer aos
tribunais.
Dentre
os problemas que nenhum eleito poderá resolver e tribunal algum poderá dirimir
é o envelhecimento da população, que desafia leis, programas sociais, decisões
judiciais e cultos religiosos. Deixar que os velhos morram sem cuidados,
compensações e assistência não é uma solução: é mais um grave problema a
resolver e a desafiar quem prometer resolvê-lo.
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Desafios enfrentados
Os sete postulantes ao governo estadual de Rondônia
caminham para as convenções partidárias de julho com importantes desafios a
serem superados antes da homologação das candidaturas e todos fazendo as contas
para o pleito de outubro. No item dos desafios, a começar pelo favorito, o
senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná). Ele tem uma baita rejeição do eleitorado
em Porto Velho, onde estão concentrados 30 por cento dos eleitores de Rondônia.
Ele espera sanar este problema numa aliança com o atual prefeito da capital Leo
Moraes, que pode indicar o seu vice.
Desgastes de Fúria
O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, o
candidato do PSD também enfrenta obstáculos na capital. A presença do governador
Marcos Rocha tem sido evitada nos primeiros encontros em Porto Velho assim como
do principal coordenador da sua campanha, Expedito Junior, pai de outro candidato
a governador, Expedito Neto, do PT. Fúria é citado como candidato do puxadinho
do PT e em combinação com Expedito Neto, escalou o comunicador televisivo Everton
Leoni, de vice, para reduzir a falta de prestigio de Marcos Rocha e os
malefícios de Expedito Junior nas caminhadas pela capital
A interiorização
Por
sua vez, o candidato da Federação Progressista, que colocou no mesmo balaio o
União Brasil com o Partido Progressista, o ex-prefeito Hildon Chaves, padece
com os velhos problemas dos candidatos da capital que é da interiorização do
seu nome. No interior de Rondônia estão dois terços do eleitorado rondoniense
Ele está numa corrida por uma vaga num já previsível segundo turno, num embate
direto com o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria que é o representante chapa-branca
e que tende a polarizar a campanha com seu principal opositor, Marcos Rogério.
Não sendo chapa branca, mas não mostrando que é oposição ao governo que aí está,
Chaves tende a perder terreno mais à frente por falta de identidade, já que não
é governista, nem oposicionista.
A farsa do candidato
Procurando
uma identidade conservadora, o candidato do PT ao palácio Rio Madeira em Rondônia,
Expedito Neto, não vai conseguir competir neste segmento com Marcos Rogério e
outros postulantes conservadores. Para piorar as coisas, dizer que os petistas
são conservadores é dolorido na esquerda, já que o lulapetismo local se considera
do campo progressista. Além disto ele é visto com desconfiança pelo eleitorado
num possível acordo com Adailton Fúria, candidato do PSD, numa campanha
idealizada pelo seu pai, Expedito Junior, com um pé no palanque de Fúria e outro
no palanque do filho. Coisa de louco!
Sem estrutura
Os
demais candidatos ao governo de Rondônia, exceto o emedebista Pedro Abib não
tem estrutura para enfrentar as alianças mais robustas. Seja o candidato Samuel
Costa, do (PSB-Porto Velho), Luís Carlos Teodoro (PSOL-Porto Velho), ambos carecem
de recursos para o enfrentamento com os candidatos favoritos para figurar no
segundo turno do pleito rondoniense. Pedro Abib, pelo menos conta com uma estrutura
partidária forte do MDB, partido que já ganhou de virada várias eleições no
estado. Mas ele também é considerado uma incógnita para o pleito.
Via Direta
*** O papo de jacaré nos bastidores é o seguinte: se o candidato chapa-branca Adailton Fúria não decolar até as convenções partidárias de julho, mais à frente o poderoso Marcos Rocha pode se alinhar com o ex-tucano Hildon Chaves. Será? *** Aos poucos o senador Marcos Rogério vai marcando posição como o maior opositor ao atual governo estadual. É jogo de estratégia, já escanteia Hildão desta condição *** O vice de Fúria, Everton Leoni já começa a peregrinar pelos meios de comunicação para levar ao público as propostas chapas brancas *** Os caciques Ivo Cassol e Leo Moraes ainda não decidiram quem apoiar no pleito 2026 ao CPA.
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