Terça-feira, 9 de junho de 2026 - 07h30

Nos
tempos da Guerra Fria, os países eram obrigados a escolher entre ser satélites
da antiga União Soviética ou dos EUA. Com a globalização, alicerçada pela
internet, obrigar um país a escolher um entre dois ou três grandes parceiros
produz forte rejeição. Hoje, EUA e China são os países mais poderosos, e
enquanto o primeiro tenta controlar o mundo impondo condições via tarifas, o
segundo vai tecendo parcerias suaves, sem imposições. Em nome da soberania
nacional e do bem-estar da população, interessa compreender de que forma as
presenças norte-americana ou chinesa são percebidas no Brasil.
As
debilidades dos EUA em relação às terras raras e o fato de o Brasil ser a
segunda nação com maiores reservas, só abaixo da China, fazem o presidente
Donald Trump ser gentil tanto com o presidente Lula da Silva quanto com o
desafiante Flávio Bolsonaro, já que as pesquisas indicam que um dos dois estará
na chefia do Brasil de 2027 ao fim da década.
Não
é pela cor dos olhos do atual ou futuro presidente brasileiro que Trump
demonstra sua paciente gentileza, reservada a poucos, mas pela urgência em
viabilizar o futuro de seu país. Por sua vez, a China distribui investimentos em
setores que interessam ao comércio entre os dois países, com boa concentração
na Amazônia. As duas grandes nações não querem dominar o Brasil, mas fazer bons
negócios aqui, o que é bom para todos.
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O jogo de estratégia
No
aguardo da Copa do Mundo, evidenciada pelos brasileiros, o noticiário político
acaba se reduzindo até o encerramento da competição em julho já que em seguida teremos
o início as convenções partidárias que vão homologar as candidaturas dos postulantes
a governador e vice, para duas cadeiras ao Senado e 24 vagas da Assembleia Legislativa
do Estado e oito cadeiras a Câmara dos Deputados. Nesta janela de campanha os
candidatos ao Palácio Rio Madeira estão organizando seus fortins e afinando
seus jogos de estratégias de campanha na reta final que começa com o encerramento
das convenções no início de agosto.
Uma ofensiva
Os
jogos de estratégia dos postulantes à sucessão do governador Marcos Rocha estão
em andamento. Vamos começar com o favorito da peleja, o senador Marcos Rogério
(PL-Ji-Paraná) que vai ponteando as pesquisas fajutas e as não fajutas da
temporada. A intenção do parlamentar bolsonarista é ganhar a eleição em turno
único para evitar dissabores com seus opositores no segundo turno, onde a mania
da política local é se unir e derrubar os favoritos. Por isso abriu uma
ofensiva em Porto Velho, que é seu calcanhar de Aquiles na campanha em virtude
de elevada rejeição por aqui. Na capital, enfrenta a supremacia do concorrente
Hildon Chaves (União Brasil). Se vencer bem em Porto Velho ele fatura o CPA ainda
no primeiro turno e para tanto atraiu na sua aliança o atual prefeito Leo
Moraes.
Fúria se organiza
Assim
como Marcos Rogério, também o candidato a governador Adailton Fúria (PSD) tem
dificuldades para o enfrentamento com o ex-prefeito Hildon Chaves em Porto
Velho, onde o ex-tucano largou com força. Terá a seu favor toda a máquina chapa
branca do governador Marcos Rocha, a coordenação da campanha entregue ao clã
Rocha, a estrutura política existente do ex-governador Ivo Cassol e um aliado
populista designado para ser seu vice, o ex-deputado estadual Everton Leoni, de
volta as lides politicas depois de vinte anos hibernando. Melhorar sua situação
na capital é essencial para que ele arraste a peleja ao segundo turno contra o
senador Marcos Rogerio, favorito para chegar em primeiro lugar nesta primeira etapa
da eleição;
Hildão acelera
Nas
contas do comando de campanha do pré-candidato Hildon Chaves, da Federação União
Brasil/ Partido Progressista é primordial que ele mantenha a dianteira em Porto
Velho, se for possível ainda ampliar a vantagem sobre os adversários e acelerar
o passo de campanha no interior do estado, onde precisa melhorar seu
desempenho. A conta dos postulantes adversários de Marcos Rogério é emplacar presença
do segundo turno nesta empreitada sendo principal adversário de Chaves o
ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, bem postado nas regiões do Café e Zona da
Mata. Mesmo numa situação de equilíbrio com Fúria o ex-tucano evita críticas ao
adversário porque acredita que poderá precisar dele no segundo turno. Também é
econômico nas críticas ao atual governador Marcos Rocha. Não se mostra oposição
ao CPA.
Pacote de bondades
O
PT rondoniense aposta num pacote de bondades do governo federal em Rondônia
para impulsionar a candidatura do seu postulante a governador, o ex-deputado
federal Expedito Neto, filho do ex-senador Expedito Junior, coordenador geral
da campanha ao Palácio Rio Madeira do ex-prefeito de Cacoal Expedito Junior.
Tudo começa com o início das obras da ponte binacional em Guajará Mirim, fomentando
o crescimento do Vale do Guaporé, segue com as obras já em andamento no trecho
do meião da Br 369, paralisada a décadas, além do Expresso Porto, a nossa
portogrão, destinada a retirar do centro de Porto Velho centenas de caminhões
diariamente danificando o piso asfáltico e ocasionando acidentes na região
central e ao mesmo empo atendendo a demanda de exportação de grãos.
Via Direta
*** Em vista da grande migração ocorrida
nos anos 80 em 90, Rondônia já está habituada a eleger forasteiros. Foi uma verdadeira
penca deles a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados desde a primeira eleição
efetuada no estado em 1982 *** Com a Copa do Mundo as atividades da Assembleia Legislativa
de Rondônia vão diminuindo e logo depois por causa da campanha eleitoral. A
maioria dos deputados estaduais tem base eleitoral no interior do estado ***Com mais uma unidade em funcionamento em Porto
Velho, a rede Gonçalves de supermercados se tornou o maior grupo no gênero na
região Norte depois de quase 50 anos da sua fundação em Jaru.
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