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Carlos Sperança

Não estranhem se o prefeito Hildon Chaves revogue neste ano também a questão do IPTU


Não estranhem se o prefeito Hildon Chaves revogue neste ano também a questão do IPTU - Gente de Opinião

Inverter a lógica ruim

Diz a invencível sabedoria popular que “dinheiro não é problema, é solução”. No caso dos créditos de carbono como forma de assegurar a proteção da floresta e a sustentabilidade de sua exploração, essa verdade se confirma plenamente. Com base apenas nas perspectivas e potenciais de um só produto amazônico – a castanha –, cientistas da Embrapa Meio Ambiente observaram que é possível obter mais dinheiro e melhores resultados.

Os pagamentos por serviços ambientais e redução de emissões vindas de desmatamento e degradação florestal tendem a agregar valor às florestas, armazenar carbono, regular o clima e ajudar a cumprir as metas estabelecidas em acordos internacionais, saindo do humilhante estágio das “leis pra inglês ver”.

A pior ideia que se divulga sobre a floresta é que para produzir mais é preciso também desmatar mais. Isso, entretanto, é mais uma das tantas ilusões que se repetem exaustivamente sobre a região, como dar por inevitável o “ponto sem retorno”.

Na conta do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, é possível aumentar a área agricultável em 40 milhões de hectares em 10 anos sem desmatar. A lógica destruir para aumentar a área produção é falsa e criminosa, portanto. Invertê-la praticamente dobrará a área de produção de alimentos sem desmatar, em benefício do clima e da segurança alimentar, com todos ganhando com isso, em valores monetários e qualidade de vida.

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Nosso turismo

O governo brasileiro está iniciando campanha para garantir que o turismo no País é seguro. Seja, no Rio de Janeiro, Salvador, Foz do Iguaçu, Fortaleza ou em Manaus a coisa está feia. Não é só nos grandes centros, e tampouco em Porto Velho, onde o segmento apenas engatinha e padece com os problemas de acesso com passagens aéreas caríssimas, uma criminalidade assombrosa, um centro histórico tomado pelas cracolândias, e seu principal produto, a estação da estrada de ferro Madeira Mamoré, já reformada, fechada há quatro anos e sem um prazo definido para ser reaberta.

A revogação

Não estranhem se o prefeito Hildon Chaves (PSDB) revogue neste ano também a questão do IPTU cujo desconto baixou de 20 para 10 por cento. Em primeiro lugar, porque a polemica do brutal reajuste do ano passado ainda atinge o lombo dos contribuintes e quem deseja resolver a questão se vê obrigado a entrar na justiça. Em segundo lugar, porque inúmeros prefeitos do interior, cito o caso de Rolim de Moura, proporciona aos contribuintes descontos de 10 por cento até o final de janeiro. Por último, porque o desgaste além de atingir Hildon também afeta os atuais vereadores que são candidatos à reeleição.

A operação

As autoridades de segurança de Rondônia anunciam – e já está em andamento - mais uma grande operação policial para combater o elevado índice de criminalidade no estado. Como acreditar nas autoridades que dizem que os índices despencaram? As estatísticas anunciadas estão sendo desmentidas nas ruas com tantos assassinatos, roubos, assaltos, arrombamentos. Prezo muito os policiais civis e militares, mas os comandos das esferas de segurança precisam ser trocados, já que não dão solução nem para o estratosférico roubo de cabos elétricos nas ruas, parques, avenidas e nas residências dos rondonienses.

Os esqueletos

Seguem dezenas de esqueletos de prédios abandonados em Porto Velho sem que as autoridades tomem providências para as devidas demolições. As construções inacabadas e abandonadas há anos, se transformaram em refúgios de drogados, mendigos, ladrões e arrombadores em várias regiões da capital rondoniense. Não bastasse, muitos dos terrenos que abrigam estas edificações estão alagados aumentando os casos de dengue. Não temos deputados e vereadores para fiscalizar e pedir providências e então tudo fica no abandono. Será necessário clamar para os parlamentares do interior para exigir providências?

Muita omissão

Mas não é somente na questão dos esqueletos – alguns até foram erradicados em 2023 – que os representantes de Porto Velho são omissos. Vejam a questão da reabertura da estrada de ferro Madeira Mamoré, ninguém diz nada, ninguém cobra nada. Tem o caso do brutal aumento do IPTU no ano passado que até agora não foi resolvido e a redução do desconto para pagamento de 20 para 10 por cento está trazendo uma nova onda de reclamações. Da fiscalização de obras omissa, da segurança pública inoperante, dos milhares de pacientes aguardando operações ortopédicas que já demandam quase três anos, só existe silencio da classe política. É coisa de louco!

Via Direta

***Ano novo e temos o sofrimento dos pais com o material escolar. Tem que pesquisar muito, em vista da disparidade dos preços nas livrarias que se aproveitam da demanda *** Já se vê grande movimento de postulantes à Câmara de Vereadores dos segmentos evangélicos, militares e das comunicações nos municípios rondonienses *** Já está na terrinha uma pitonisa oriunda do Sul do País que acumula as funções de alquimista, e garante que resolve tudo. Elege político, faz cura gay, refaz casamentos etc. Existem trouxas para tudo *** Antigamente os bruxos de Codó (Maranhão) tinham grande prestígio, hoje e dia, nem eles conseguem acertar suas previsões.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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