Terça-feira, 2 de junho de 2026 - 07h20

O
desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma
forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenômenos climáticos nunca
foram deuses regulando a vida humana. Atualmente há uma crença consolidada em
que a clonagem é a resposta para a escassez: clonar equivale a multiplicar e
perpetuar. No entanto, a clonagem de seringueiras apresenta um desafio que por
dedução também vai de certa forma alcançar outros objetos de clonagem.
O
grande abalo que a borracha sofreu a partir de 1909, quando o químico alemão
Fritz Hofmann começou a história dos elásticos sintéticos, parecia ter
condenado a borracha natural à obsolescência. Mas na última década
principalmente, com os critérios elevados de qualidade, sobretudo na fabricação
de pneus de avião e equipamentos médicos, ocorreu uma grande valorização do
produto natural. O Brasil, porém, deixou de ser o paraíso da borracha,
respondendo por só 2% da produção mundial.
A
clonagem da seringueira do Brasil, assim, surgiu para impulsionar ganhos com o
produto, mas nem tudo são flores no setor: produtores relataram baixa
produtividade das árvores clonadas até com excelentes espécimes. Acontece que
entre a compra do clone e a produção há uma série de fatores a observar. Menos
mal que a Unicamp anunciou dispor de uma cartilha para orientar os produtores a
tirar o melhor proveito da clonagem.
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Agora, as convenções
O
clima eleitoral ainda está longe de esquentar para as eleições de outubro. A coisa
pode ficar mais movimentada para valer após as convenções partidárias que
começam em julho que vão homologar as candidaturas. Alguns postulantes ainda
não confirmaram as intenções, como o senador Confúcio Moura (MDB), que deve
disputar a reeleição com a bandeira do
Luilapetismo, numa dobradinha com o professor Pedro Abib da parada. O governadorável
Adailton Fúria (PSD), segurando uma carta na manga, que é o anuncio do apoio do
ex-governador Ivo Cassol (PP). E o senador Marcos Rogerio, candidato do PL, bolsonarista
raiz, definindo seu candidato a vice-governador.
As coalisões
O
pré-candidato ao governo de Rondônia, o ex-prefeito Hildon Chaves, que pilota a
Federação União Brasil/ Partido Progressista, terá em seu palanque também os
Republicanos, abrigando postulantes à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados
alinhados com a sua candidatura. Ele também costura e já obteve sinal favorável
para receber o apoiamento da federação PSDB/Cidadania, reforçando as paliçadas
da sua poderosa coalizão para enfrentar os seus principais concorrentes, o
senador Marcos Rogério (PL) e o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD).
Esposas concorrendo
Dois
governadoráveis estão com suas esposas concorrendo a cargos eleitos nas
eleições de outubro deste ano. Do lado do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria
sua esposa Joliene, que obteve uma das maiores votações a Câmara dos Deputados
no pleito de 2022. Do lado do ex-prefeito de Porto Velho, a atual deputada estadual
Ieda Chaves, a parlamentar mais votada a Assembleia Legislativa na capital no
pleito passado. Se ambos perderem as eleições para Rogério, considerado o favorito
até agora, terão empregos garantidos nos gabinetes das esposas. A estratégia de
eleger esposas em eleições anteriores vem do ex-governador Valdir Raupp, bem
sucedido nas quatro eleições da sua Marinha Raupp.
Com experiência
`É
importante enfatizar a necessidade de eleger lideranças políticas mais
experientes nas eleições de 2026. Estamos pagando um preço alto por eleger
deputados federais e senadores que mais pensam nos próprios umbigos do que na
população rondoniense. Por causa de politicagens, o governo de Rondônia foi sabotado
nos últimos anos por dois senadores e alguns deputados federais. Não bastasse
os rondonienses também sofreram com a inexperiência da maioria dos deputados
federais e senadores, o que resultou em derrotas em causas como as travadas
para reduzir o brutal reajuste das passagens aéreas e a omissão no episódio da
implantação do pedagiamento na BR 364.
Fazendo falta II
A
grande verdade é que Rondônia se ressente no Congresso Nacional de mais
qualidade e de vigor dos seus parlamentares no Congresso Nacional. Cito alguns
casos de representantes mais experientes. O ex-senador Amir Lando, por exemplo,
chegou a galgar o cargo de ministro. O ex-governador Valdir Raupp, chegou a presidir
o diretório nacional do MDB, o ex-senador Acir Gurgacz, que foi o melhor presidente
da Comissão de Infraestrutura do Congresso, o ex-deputado federal Carlos Magno,
batalhador as causas do agricultores, do ex-parlamentar Mirandinha, sem contar
os falecidos Chiquilito Erse, Odacir Soares, que também foram parlamentares
federais destacados por Rondônia em décadas passadas.
Via Direta
*** O ex-secretário de Finanças do
governo de Rondônia Luís Fernando começou sua campanha a uma das duas cadeiras
ao Senado, abrindo a jornada durante a realização da Rondônia Rural Show em
Ji-Paraná***
Ele faz dobradinha com o ex-prefeito de Cacoal,
Adailton Fúria que disputa o Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual *** O clã dos Muletas, da região da Bacia
Leiteira, definiu como seus candidatos Cassia dos Muletas a Assembleia Legislativa
e o ex-prefeito Jose Amauri a Câmara dos Deputados ***E dividido, o clã Donadon
em Vilhena pode ter dois candidatos a Assembleia Legislativa, prejudicando o
projeto de reeleição da atual deputada Rosangela Donadon.
Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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