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Carlos Sperança

Os casais estão proliferando na atividade política em Rondônia


Os casais estão proliferando na atividade política em Rondônia - Gente de Opinião

Era esticada

A realidade desmente os profetas apocalípticos. O catastrofismo que calculava o fim do mundo até o ano 2000 hoje é visto como tão ridículo quanto o bug do milênio, que seria o colapso completo dos sistemas de computação na virada de 1999 para 2000: os computadores usavam dois dígitos para representar o ano e depois de 1999 havia o temor, que hoje parece infantil, de que os computadores confundissem 00 de 2000 com 1900. 

Sendo o petróleo um recurso evidentemente finito, a cada década aparecem profetas anunciando o fim da era do petróleo para a seguinte. Isso vem desde 1880, segundo Daniel Yergin, especialista em petróleo. Na época, autoridades americanas acreditavam que o esgotamento dos campos de óleo da Pensilvânia mataria a indústria petrolífera.

As frequentes descobertas de petróleo na Amazônia têm emudecido muitos profetas, sobretudo quando se sabe que entre 2022 e 2024 cerca de um quinto das reservas mundiais de petróleo foi descoberto na Amazônia, principalmente na costa entre Guiana e Suriname. Segundo o Monitor de Energia Global. Enquanto houver meios de extrair petróleo ele virá à tona e haverá alguém precisando dele. A lógica do progresso indica que a ideia de banir o poluente petróleo um dia vai vencer, mas a julgar pelas atividades da indústria do setor e a subserviência dos governos a ela, seus horizontes ainda são muito largos.

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Grupos criminosos

Ao denunciar o avanço do crime organizado nos estados da Amazonia, o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) alertou que 334 cidades das 772 existentes na região Norte já estão sob influência de grupos criminosos. Enfatiza que as grandes facções, como Comando Vermelho e PCC vão tomando conta do pedaço sob a inercia das esferas federais de segurança pública. De fato, mesmo com os presídios de Manaus, Porto Velho e Rio Branco superlotados de traficantes os criminosos tem nadado de braçadas com forte movimento pelos rios, estradas e espaço aéreo. O crime organizado também se infiltrou nos garimpos ilegais, nas ações dos piratas fluviais e na política. É coisa de louco.

Pontos divergentes

Existem pontos divergentes – mais não irreconciliáveis – entre o governador Marcos Rocha que pretende disputar uma cadeira ao Senado e o vice-governador Sergio Gonçalves que assume o cargo em abril com a desincompatibilização do atual mandatário. Ocorre que mesmo deixando o cargo, o governador Marcos Rocha, alegando que ele foi o mentor de Sergio Gonçalves, mesmo deixando o governo, quer a fatia do leão na futura administração para ser usada no projeto da sua eleição ao Senado, da sua esposa Lana Rocha a Câmara dos Deputados e do maninho Sandro Rocha a Assembleia Legislativa.

A rainha da Inglaterra

Neste jogo de estica e empurra entre o governador e o vice, cada um tem suas razões e seus jogos de estratégia. Para forçar o vice aceitar todas suas imposições, Rocha encena desistência de disputar o cargo – é mais fácil galinha criar dentes que ele desistir – no que as ações da esposa e do maninho desmentem já que estão em plena pré-campanha para as eleições do ano que vem. De seu lado, Sergio Gonçalves, defendendo seu lado, explica que existem cargos inegociáveis, já que são da sua confiança e linha mestra da gestão estadual e não pode assumir o cargo como uma “rainha da Inglaterra”. Isto seria péssimo para seu projeto de reeleição. Rocha e sua base aliada querem mesmo o vice como uma “rainha da Inglaterra”

 O Jogo de estratégia

A saída do MDB onde era considerada uma liderança em ascensão, o ingresso no Podemos, ocupando uma secretaria na gestão do prefeito Leo Moraes e agora a indicação para ocupar a representação de Porto Velho em Brasília tem duas vertentes. Se era para ficar perto da sua família que reside em Brasília, a opção mais certa. Mas se for candidata a Câmara dos Deputados, como se espera é uma estratégia equivocada, já que ficará mais distante das bases. A opção de morar em Brasília e disputar cargos eletivos em Rondônia tem levado candidatos – de governador a deputado federal – ao fim das suas carreiras políticas. Existem vários exemplos. De Jerônimo aos Raupps.

Apoio garantido

Em dificuldade para montar chapas competitivas para disputar as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e as oito vagas a Câmara dos Deputados, o ex-deputado estadual Jair Montes, cacique do Avante promete aos recrutados recursos sobrando para a campanha eleitoral para atrair lideranças. Mais adiante outros dirigentes terão que apelar para este e outros atrativos para obter candidatos para as esferas es estaduais e federais. Ocorre que as lideranças estão bem exigentes na escolha dos partidos e ninguém quer ser escada para os medalhões – aqueles com mais estrutura – nas pelejas eleitorais.

Casais na politica

Os casais estão proliferando na atividade política em Rondônia. Em Cacoal, o prefeito Adailton Fúria e sua esposa Juliane disputando uma cadeira a Câmara dos Deputados. Em Ariquemes, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano e sua esposa a prefeita Carla Redano. Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves e sua esposa, a atual deputada estadual Ieda Chaves – a mais votada na capital – além do governador Marcos Rocha na batalha por uma cadeira ao Senado e sua mulher Luana Rocha pelejando uma cadeira a Câmara Federal. Os casos de pais, irmãos e filhos de políticos nas disputas também se destacam no cenário político rondoniense.

Via Direta

*** As pesquisas vicejam e com a ascensão do presidente Lula no âmbito nacional, o ex-governador Confúcio Moura, ocupando atualmente cadeira no Senado se mostra otimista para a campanha 2026, seja a eleição ou ao governo do estado *** Nos bastidores fala-se que Confúcio tem conversado muito com o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. Até agora as conversações são mantidas a sete chaves *** O julgamento do governador do Acre Gladson Cameli foi adiado para 17 de dezembro pelas instâncias superiores. Ele lidera as pesquisas ao Senado no vizinho estado e poderá ficar inelegível.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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