Quarta-feira, 3 de junho de 2026 - 07h40

Quando
até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas,
como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo para significar a poda no
tempo de prisão), sítios e seres das florestas também passaram a ter seus
direitos considerados, estendidos e transformados em leis.
Um
caso mais recente é o das abelhas sem ferrão. Elas, de fato não merecem ser
condenadas à extinção, tornando necessárias regras estáveis que assegurem sua
permanência no ecossistema, sobretudo quando se considera que vivem na Amazônia
metade das 500 espécies das abelhas existentes no mundo.
O
Peru abriu caminho à proteção desses estimados insetos ao impor, em leis, os
direitos fundamentais das abelhas, como a garantia de um habitat saudável e à
representação legal em caso de danos ou ameaças humanas, obrigando o Estado a
agir com medidas de reflorestamento e controle de pesticidas.
Por
baixo e ao redor dessa preocupação está uma lei nacional quer declarou as
abelhas sem ferrão como nativas do Peru (por extensão, da Amazônia) para
procurar defendê-las, com leis e ações governamentais, das abelhas africanas
que desalojam as nativas e alteram o equilíbrio ambiental. Quando o bom senso e
o mercado não dão conta de resolver um problema com intercorrências sérias é
preciso que o Estado não seja tão mínimo que por omissão favoreça a destruição
do meio natural.
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Algumas projeções
Nestas
primeiras projeções a respeito das eleições em Rondônia para a sucessão do governador
Marcos Rocha, se constata o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) na ponteira,
com a melhor média estadual, mas não com percentuais elásticos das pesquisas
direcionadas tentando sugerir alguma possibilidade de sua vitória em turno
único. Com sete e até a possibilidade de oito candidatos ao Palácio Rio Madeira,
pelo fracionamento do eleitorado, é mais do que certo de uma eleição em dois
turnos. E neste momento de campanha dois pré-candidatos se apresentam com as
melhores chances de alcançar o segundo turno com Rogério: Hildon Chaves (UB) e
Adailton Fúria (PSD).
Atual situação
Neste
momento eleitoral, se acredita que Hildon Chaves e Adailton Fúria integram um
primeiro pelotão nesta campanha com Marcos Rogério e um deles fará frente ao
senador bolsonarista raiz no segundo turno. Chaves largando na frente e com boa
diferença sobre os adversários em Porto Velho, reduto de 30 por cento dos
eleitores do estado e Adailton Fúria consolidando sua posição de liderança na região
do Café e Zona da Mata, onde conta com o apoio do ex-governador Ivo Cassol (PP).
Tudo aponta que Marcos Rogério vai acabar o primeiro turno na liderança, seu grande
problema será enfrentar o segundo turno, num estado onde os favoritos vêm
tombando seguidamente.
Hildon x Fúria
Nesta
largada, já que a campanha apenas começou e Rondônia tem tradição em apresentar
surpresas, Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga no
segundo turno com Rogério. Para obter esta segunda vaga o ex-prefeito de Porto Velho
Hildon Chaves precisa melhorar sua situação no interior. Por seu turno, o
desafio de Adailton Fúria é amplificar seu desempenho na capital e com isto
garantir sua presença no segundo turno. Lembrando que todos os oposicionistas
acreditam que quem conseguir alcançar o segundo turno, seja um ou outro, ou
ainda Expedito Neto (PT), ou Pedro Abib (MDB) que estão no segundo pelotão, derrota
Rogério no segundo turno.
O Jogo de estratégia
Com
os dois melhores prefeitos de Rondônia da última fornada de alcaides se digladiando
para seguir ao segundo turno, se vê a liderança de Marcos Rogério consolidada e
com um jogo de estratégia definido. Todos luas petas, comando de campanha e partidos
alinhados querem acelerar a campanha para obter uma vitória em turno único e evitar
um confronto com suas oposições na etapa seguinte da eleição. A partir das
convenções do mês que vem, Rogério vai acelerar o passo, usando como sua carta
na manga o apoio declarado do ex-presidente Bolsonaro e do atual presidenciável
Flávio Bolsonaro.
Levando a melhor
Na
busca dos eleitores do ex-governador Ivo Cassol, que ficou de fora da atual
campanha, considerado a grande liderança de direita neste estado, já alinhado
com Fúria, quem leva a melhor nesta peleja é o senador Marcos Rogério. Se viu
nas primeiras sondagens, que os bolsonaristas mais convictos, eleitores
conservadores consideram Rogério mais próximo da imagem do ex-governador e do presidente
Bolsonaro. Adailton Fúria tentará compensar esta situação com a máquina do
governador Marcos Rocha que entra em campo depois das convenções. Mas Fúria
integra um partido da base do presidente Lula e isto afasta muitos bolsonaristass
da sua campanha.
Da conveniência
Seria
da conveniência do ex-prefeito Hildon Chaves ver Marcos Rogério e Adailton Fúria
se estapeando no interior? Seria se o ex-tucano melhorasse sua situação no
interior e isto não aconteceu ainda. A polarização na roça, onde estão dois terços
dos eleitores do estado, entre Marcos Rogério com Adailton Fúria, o candidato chapa branca, pode ser fatal para Chaves.
Rogério é o grande nome da oposição ao governador Marcos Rocha. Fúria, o candidato
governista, com a bandeira chapa branca. Chaves sem identidade, não se sabe se
é oposição ou situação. Se a polarização Rogerio/Fúria chegar à capital, Chaves
pode ser excluído nesta disputa.
Sinuca de bico
Trocando
de saco para mala, o Brasil entrou numa sinuca de bico. Seu maior parceiro
comercial hoje – que compra de soja a carne e agora até petróleo - é a China.
Impressionado com o avanço chinês no Brasil – com carros elétricos a pontes,
rodovias e ferrovia – os Estados Unidos para atingir a China, resolveu retaliar
o Brasil com novas tarifas escorchantes para produtos verdes amarelos. Também
exige a extinção do pix porque isto acarreta grandes prejuízos aos cartões
internacionais americanos, como visa, etc. Os Bolsonaros festejam o incomodo no
governo Lula, mas isto pode se voltar contra eles na atual campanha eleitoral.
É coisa de louco.
Via Direta
*** Falei com alguns goianos sobre a segurança pública nas gestões em Goiás do então governador Ronaldo Caiado, hoje candidato a presidência da república, e todos confirmaram a eficiência de Caiado contra a bandidagem *** Lá os criminosos foram tratados a chicote e a maioria fugiu para os estados vizinhos. Segurança é um tema que Caiado domina bem *** Em Rondônia os criminosos tomaram conta. A madeira clandestina dos parques nacionais e reservas indígenas e o ouro extraído ilegalmente estão sob domínio do PCC e do Comando Vermelho *** Rondônia elegeu um coronel a governador e diversos delegados e policiais a deputados estaduais e federais e a criminalidade só tem aumentado. O que fazer?
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