Terça-feira, 16 de junho de 2026 - 07h25

“Soberania”,
a palavra da moda, também está associada a um projeto já antigo do senador
acreano Sérgio Petecão que propõe abrir o espaço aéreo da Amazônia Legal para
empresas aéreas estrangeiras. À simples menção da palavra “estrangeiro” há quem
logo pense que o único objetivo de outros países é quebrar a soberania
brasileira corrompendo e trapaceando, e isso de fato ocorre onde há uma
ditadura que escolhe a quem vender o país.
No caso
do projeto em questão é difícil ver a soberania prejudicada pela alteração do
Código Brasileiro de Aeronáutica permitindo que companhias internacionais
(especialmente as sul-americanas) possam realizar voos domésticos (cabotagem)
na região Norte, desde que as rotas tenham origem ou destino na Amazônia Legal.
No mais, a soberania das demais nações, ávidas por inovações e modernização, é
um flanco aberto via negociações. Especialmente quando satélites se espalham
pelos céus mirando os mais diversos interesses, como a identificação de áreas
contendo riquezas. O sensoriamento remoto cada vez mais aprimorado pode, por
exemplo, detectar sinais geológicos da presença de minérios em qualquer região
e muito mais.
A
soberania deve ser assegurada por leis federais, pois ainda existem ameaças e
pressões estrangeiras que devem ser repudiadas. O que o país precisa é escolher
parcerias vantajosas. “Soberania” é um conceito bonito demais para dar prejuízo.
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Uma tradição
Embora
um estado novo, Rondônia tem a tradição de eleger bons prefeitos a cargos expressivos,
como nas cadeiras ao Senado e até ao governo de Rondônia. Valdir Raupp (Rolim
de Moura), Joé Bianco (Ji-Paraná), Ivo Cassol (Rolim de Moura) e Confúcio Moura
(Ariquemes) foram grandes prefeitos, com ampla aprovação popular antes de
conquistarem o governo estadual. Igualmente teve grande performance
municipalista Ernandes Amorim (Ariquemes) que se elegeu ao Senado. Mas bons
prefeitos também não conseguiram a proeza de chegar ao Senado e ao CPA. Foram
os casos de Chiquilito Erse (em Porto Velho) e Melki Donadon (Vilhena).
Mais aprovados
Nas
eleições 2026 ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual estão os dois
prefeitos com as melhores taxas de aprovação, eleitos e reeleitos pelas suas
comunidades. São Adailton Fúria (PSD-Cacoal) e Hildon Chaves (União Brasil-
Porto Velho). Com isto estão liderando a corrida sucessória nas suas regiões,
casos de Fúria na Região do Café, polarizada por Cacoal e Porto Velho, o maior
colégio eleitoral do estado, onde Chaves tem larga vantagem sobe os oponentes.
Se a tradição de eleger prefeitos bons de serviço for adiante, um deles pode
governar o estado nos próximos quatro anos.
Na dianteira
Com
a campanha eleitoral ainda morna e à espera das convenções partidárias de
julho, os postulantes ao governo estadual se viram como podem, participando de
eventos políticos, como a marcha dos vereadores em Cacoal e de feiras
exposições agropecuárias que dão visibilidade aos políticos. Nesta “janela” de
campanha, com a Copa do Mundo as atividades dos políticos vão se reduzindo com
os governadoraveis se preocupando em fechar suas nominatas de candidatos a Assembleia
Legislativa e a Câmara dos Deputados. Partidos da direita tem as melhores
chapas, como o PL de Marcos Rogério. A esquerda se fragmentou muito e terá
dificuldades de eleger representantes para o pleito 2026. No entanto o PT tem
uma chapa forte a Assembleia Legislativa.
Pastores na peleja
Impressiona
o número de pastores evangélicos disputando cargos a Assembleia Legislativa e a
Câmara dos Deputados. Mas a peleja que mais chama atenção é um confronto de
pastores buscando cadeiras a Câmara dos Deputados. De um lado, o pastor Sebastião
Valadares, que já foi suplente de senador e tendo excelente votação anterior a Câmara
Federal. De outro lado, o pastor Evanildo, que é vereador em Porto Velho e pai
do deputado estadual Marcelo Cruz, ex-presidente da Assembleia Legislativa. Com
o eleitorado evangélico crescente, pelo menos um deve faturar uma cadeira na
esfera federal.
A antecipação
Temos
uma clara antecipação da campanha eleitoral em Rondônia, mesmo antes das convenções
partidárias que serão realizadas em julho para a homologação das candidaturas
ao governo do estado, senado, a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
O Ministério Público Eleitoral após investigações na Rondônia Rural Show levou
ao Tribunal Regional Eleitoral denúncias envolvendo pelo menos 13 representantes
antecipando campanha eleitoral passíveis de punição em vista da comprovação de
ilicitudes. Outras feiras exposições em andamento também serão acompanhadas
pelo MP.
Via Direta
*** O líder do governo na Assembleia Legislativa
de Rondônia Jean de Oliveira (PRD) obteve perante as autoridades estaduais a recuperação
da RO 481, ligando Nova Brasilândia a São Miguel do Guaporé *** Jean enfatizou a
importância desta estrada para a classe produtora da região *** As pesquisas eleitorais estão sendo alvo
de ações na justiça em todo o País. Até na esfera das eleições presidenciais
existem medidas neste sentido. Ninguém confia em ninguém e a temporada é de
pesquisadores espertalhões para faturar uns trocados *** E os políticos também
querendo faturar em cima da Copa do Mundo. Será que conseguem?
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