Sexta-feira, 22 de maio de 2026 - 07h50

Bagé, RS, 22.05.2026
Fariseus da Comissão da Mentira
Respondeu Jesus: Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o meu testemunho é válido, pois sei de onde vim e para onde vou. Mas vocês não sabem de onde vim nem para onde vou. (Bíblia Sagrada, João 8:14)
Como vocês podem dizer: “Somos sábios, pois temos a lei do Senhor”, quando na verdade a pena mentirosa dos escribas a transformou em mentira? (Bíblia Sagrada, Jeremias 8:8)
É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nesses assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras. (Bíblia Sagrada, II São Pedro 3:16)
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos Céus. (Bíblia Sagrada, São Mateus 5:20)
Mais uma vez os hipócritas da “Comissão
da ‘In’Verdade”, que queriam
impor na “Terra Brasilis” o “democrático” regime comunista, tentam
denegrir a imagem do Exército Brasileiro acusando-o agora de extermínio de
Índios Waimiri-Atroari. Baseados em testemunho de personagens sem nenhuma
credibilidade, ou fabricadas, e fazendo afirmações sem apresentar qualquer tipo
de provas fundamentadas. Participei, em 1982/3 da manutenção da BR-174, e seria
no mínimo estranho, para não dizer surreal, que aqueles que nos acusam hoje nos
tratassem, na época, com tanto carinho, respeito e irrefutável confiança.
Vejamos a notícia estampada em um falacioso “pasquim” nacional reportada por um repórter intrujão.
Folha de S. Paulo ‒ São Paulo, SP
Quarta-feira, 23.08.2017
Procuradoria quer Indenização e Desculpas a
Índios por Violações na Ditadura
[Rubens Valente de Brasília]
O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil
pública na Justiça Federal do Amazonas contra a União e a FUNAI [Fundação
Nacional do Índio] pela qual requer uma indenização de R$ 50 milhões e pedido
oficial de desculpas aos Índios Waimiri-Atroari por danos sofridos pela etnia
durante a Ditadura Militar [1964-1985]. [...] Em anexo ao relatório final
divulgado em 2014, a CNV [Comissão Nacional da Verdade] calculou que 2.650
Índios ([1])
Waimiri-Atroari tenham morrido em consequência das obras de abertura da rodovia
BR-174, que liga Manaus [AM] a Boa Vista [RR]. A obra foi realizada pelo
Exército de 1968 a 1977. [...]
Em novembro de 1974, o responsável pelas obras, o
general Gentil Nogueira Paes, então Comandante do 2° GEC [Grupamento de
Engenharia e Construção], subordinado ao ([2])
6° BEC [6° Batalhão de Engenharia de Construção], distribuiu um memorando
autorizando as tropas a “realizar
pequenas demonstrações de força, para mostrar os efeitos de uma rajada de
metralhadora, de granadas defensivas e da destruição pelo uso da dinamite”.
Depoimentos
Os procuradores da República colheram depoimentos de operários e
Indígenas que confirmaram essas demonstrações de força. O operário Raimundo
Pereira Silva disse ao Comitê da Verdade do Amazonas que os Índios “eram levados em uma caçamba para o
acampamento do BEC, faziam eles descerem e davam 600 tiros. Os Índios ficavam
tremendo”. Em depoimento aos Procuradores da República, Manoel Paulino,
Índio da etnia Karapanã contratado pela FUNAI para atuar na obra, disse ter
visto Indígenas mortos. “Eu vi corpos dos
Índios trazidos em uma caçamba e serem jogados no buraco da terraplanagem. Vi
cinco caçambas com Índios”. [...]
Tive em minhas mãos o tal documento que menciona o emprego de forças de
dissuasão ([3]).
Após o “Massacre dos Maranhenses”, no
dia 18.11.1974, era necessário tomar providências que garantissem a integridade
física dos trabalhadores. Foi então que o Gen Gentil determinou que houvesse
uma tropa garantindo a segurança das equipes destacadas. Em nenhuma
oportunidade, porém, foi necessário disparar tiros para o alto ou empregar
qualquer outro meio de dissuasão.
O histórico dos covardes ataques dos WA nos mostra que eles só atacavam
quando o “inimigo” estava em menor
número e/ou desarmado, o que não acontecia agora com as equipes de
terraplenagem. Os Indígenas, que se acercavam de nossas equipes de construção
eram contemplados com produtos de nosso rancho que comiam com sofreguidão
descomedida, portanto, as únicas baixas que tivemos após o histórico “Massacre dos Maranhenses” foram nossos
escassos gêneros alimentícios.
É interessante que, naqueles tempos,
os visitava, com minha família, esposa e filhas, uma de 3 meses e outra de um
ano e meio, sem qualquer temor. Pena que hoje eles tenham assimilado da “civilização” suas piores qualidades tentando a
todo custo auferir lucro mesmo que tenham de vender suas almas ao próprio
belzebu. É justa a interrupção, a partir das 18h, de uma Estrada Federal? É
correto deixar o Estado de Roraima, refém da energia produzida pela
convulsionada Venezuela quando poderíamos construir um linhão atravessando a
reserva WA conectando-o ao Sistema Integrado Nacional (SIN) através de Tucuruí?
(continua...)
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de
Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor
e Colunista;
YYY
Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso
do Sul (1989);
Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de
Mato Grosso do Sul;
Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre
(CMPA);
Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e
Cultura do Exército (DECEx);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do
Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do
Comando Militar do Sul (CMS);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia
Brasileira (SAMBRAS);
Membro da Academia de História Militar Terrestre
do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do
Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
[1] O mais interessante é que nunca, em tempo
algum, foi realizado qualquer tipo de recenseamento oficial da mencionada
população Indígena. Visitei, quando comandava a 1ª Cia de E Cnst, as seis
aldeias dos WA, quando lá estava, e a população de cada uma delas era inferior
a 60 indivíduos. (Hiram Reis)
[2] Subordinado: *Corrigindo* – ao qual estava subordinado. (Hiram
Reis)
[3] Esclarece-nos o Dicionário Michaelis:
Dissuadir:
fazer [alguém ou a si mesmo] mudar de ideia, abandonar uma decisão;
despersuadir[-se]: “A senhora podia […]
dissuadi-lo de tais ideias, dizendo-lhe simplesmente a verdade e dando-lhe
conselhos […]”. Dissuadiu-se de viajar quando soube da grande festa. (Hiram
Reis)
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