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Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

Persona non grata III


Persona non grata III - Gente de Opinião

Bagé, RS, 22.05.2026


Fariseus da Comissão da Mentira


Respondeu Jesus: Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o meu testemunho é válido, pois sei de onde vim e para onde vou. Mas vocês não sabem de onde vim nem para onde vou. (Bíblia Sagrada, João 8:14) 

Como vocês podem dizer: “Somos sábios, pois temos a lei do Senhor”, quando na verdade a pena mentirosa dos escribas a transformou em mentira? (Bíblia Sagrada, Jeremias 8:8) 

É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nesses assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras. (Bíblia Sagrada, II São Pedro 3:16) 

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos Céus. (Bíblia Sagrada, São Mateus 5:20) 

Mais uma vez os hipócritas da “Comissão da ‘In’Verdade”, que queriam impor na “Terra Brasilis” o “democrático” regime comunista, tentam denegrir a imagem do Exército Brasileiro acusando-o agora de extermínio de Índios Waimiri-Atroari. Baseados em testemunho de personagens sem nenhuma credibilidade, ou fabricadas, e fazendo afirmações sem apresentar qualquer tipo de provas fundamentadas. Participei, em 1982/3 da manutenção da BR-174, e seria no mínimo estranho, para não dizer surreal, que aqueles que nos acusam hoje nos tratassem, na época, com tanto carinho, respeito e irrefutável confiança. Vejamos a notícia estampada em um falacioso “pasquim” nacional reportada por um repórter intrujão.

 

Folha de S. Paulo ‒ São Paulo, SP

Quarta-feira, 23.08.2017

Procuradoria quer Indenização e Desculpas a Índios por Violações na Ditadura

[Rubens Valente de Brasília]

 

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal do Amazonas contra a União e a FUNAI [Fundação Nacional do Índio] pela qual requer uma indenização de R$ 50 milhões e pedido oficial de desculpas aos Índios Waimiri-Atroari por danos sofridos pela etnia durante a Ditadura Militar [1964-1985]. [...] Em anexo ao relatório final divulgado em 2014, a CNV [Comissão Nacional da Verdade] calculou que 2.650 Índios ([1]) Waimiri-Atroari tenham morrido em consequência das obras de abertura da rodovia BR-174, que liga Manaus [AM] a Boa Vista [RR]. A obra foi realizada pelo Exército de 1968 a 1977. [...]

 

Em novembro de 1974, o responsável pelas obras, o general Gentil Nogueira Paes, então Comandante do 2° GEC [Grupamento de Engenharia e Construção], subordinado ao ([2]) 6° BEC [6° Batalhão de Engenharia de Construção], distribuiu um memorando autorizando as tropas a “realizar pequenas demonstrações de força, para mostrar os efeitos de uma rajada de metralhadora, de granadas defensivas e da destruição pelo uso da dinamite”.

 

Depoimentos

 

Os procuradores da República colheram depoimentos de operários e Indígenas que confirmaram essas demonstrações de força. O operário Raimundo Pereira Silva disse ao Comitê da Verdade do Amazonas que os Índios “eram levados em uma caçamba para o acampamento do BEC, faziam eles descerem e davam 600 tiros. Os Índios ficavam tremendo”. Em depoimento aos Procuradores da República, Manoel Paulino, Índio da etnia Karapanã contratado pela FUNAI para atuar na obra, disse ter visto Indígenas mortos. “Eu vi corpos dos Índios trazidos em uma caçamba e serem jogados no buraco da terraplanagem. Vi cinco caçambas com Índios”. [...]

 

Tive em minhas mãos o tal documento que menciona o emprego de forças de dissuasão ([3]). Após o “Massacre dos Maranhenses”, no dia 18.11.1974, era necessário tomar providências que garantissem a integridade física dos trabalhadores. Foi então que o Gen Gentil determinou que houvesse uma tropa garantindo a segurança das equipes destacadas. Em nenhuma oportunidade, porém, foi necessário disparar tiros para o alto ou empregar qualquer outro meio de dissuasão.

 

O histórico dos covardes ataques dos WA nos mostra que eles só atacavam quando o “inimigo” estava em menor número e/ou desarmado, o que não acontecia agora com as equipes de terraplenagem. Os Indígenas, que se acercavam de nossas equipes de construção eram contemplados com produtos de nosso rancho que comiam com sofreguidão descomedida, portanto, as únicas baixas que tivemos após o histórico “Massacre dos Maranhenses” foram nossos escassos gêneros alimentícios.

 

É interessante que, naqueles tempos, os visitava, com minha família, esposa e filhas, uma de 3 meses e outra de um ano e meio, sem qualquer temor. Pena que hoje eles tenham assimilado da “civilização” suas piores qualidades tentando a todo custo auferir lucro mesmo que tenham de vender suas almas ao próprio belzebu. É justa a interrupção, a partir das 18h, de uma Estrada Federal? É correto deixar o Estado de Roraima, refém da energia produzida pela convulsionada Venezuela quando poderíamos construir um linhão atravessando a reserva WA conectando-o ao Sistema Integrado Nacional (SIN) através de Tucuruí? (continua...)

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

 

YYY Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY

https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos

 

Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989);

Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul;

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS);

Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

 



[1]    O mais interessante é que nunca, em tempo algum, foi realizado qualquer tipo de recenseamento oficial da mencionada população Indígena. Visitei, quando comandava a 1ª Cia de E Cnst, as seis aldeias dos WA, quando lá estava, e a população de cada uma delas era inferior a 60 indivíduos. (Hiram Reis)

[2]    Subordinado: *Corrigindo* – ao qual estava subordinado. (Hiram Reis)

[3]    Esclarece-nos o Dicionário Michaelis:

       Dissuadir: fazer [alguém ou a si mesmo] mudar de ideia, abandonar uma decisão; despersuadir[-se]: “A senhora podia […] dissuadi-lo de tais ideias, dizendo-lhe simplesmente a verdade e dando-lhe conselhos […]”. Dissuadiu-se de viajar quando soube da grande festa. (Hiram Reis)

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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