Quinta-feira, 28 de maio de 2026 - 07h45

Bagé,
RS, 26.05.2026
MINISTÉRIO DO EXÉRCITO
COMANDO MILITAR DA AMAZÔNIA
2° GRUPAMENTO DE ENGENHARIA DE CONSTRUÇÃO
Manaus, AM,
em 21.11.1974
Ofício n°
42-E2-Conf Do Comandante do 2° GECnst
Ao
Comandante do 6° BECnst
Assunto:
Trabalhos na BR-174
[Determina]
1. Em
consequência da reunião realizada no KM 220 da BR-174, entre este e esse
Comando, juntamente com os Sr. Francisco Mont’Alverne Pires, Delegado Regional
da FUNAI no Estado do Amazonas e Saul Carvalho Lopes, Diretor da Divisão
Amazônia da FUNAI, e, considerando:
·
Os últimos acontecimentos havidos na região do
Rio Alalaú;
·
Que os trabalhos de implantação da BR-174 não
podem ser interrompidos;
·
Que estes trabalhos devem ser realizados
obedecendo todas as medidas de segurança;
2. Determino
que:
·
O trabalho da Turma de Desmatamento Manual, a
partir do Rio Alalaú, seja realizado em conjunto com a Turma de Limpeza e
Destocamento e que ambas as Turmas possuam um só acampamento;
·
A Turma de desmatamento Manual realize seus
trabalhos agrupada e que esses grupos possuam, no mínimo, 15 homens;
·
A Turma de desmatamento Manual seja sempre
acompanhada por elementos especializados da FUNAI;
·
Dentro das possibilidades da FUNAI, sejam as
demais turmas acompanhadas por esses elementos especializados;
·
Sejam dadas instruções intensivas para que todas
as turmas ou grupos que recebam visitas amigáveis dos Índios as considerem como
um aviso de futuro ataque e que tomem as necessárias medidas para retrair ou receber
reforços;
·
Sejam distribuídos às turmas e grupos – foguetes
e bombas do tipo “junino” – para
afugentar os Índios, devendo esses artifícios pirotécnicos serem utilizados com
parcimônia, para que produzam resultados;
·
Seja estabelecido no Destacamento Sul desse
Batalhão um Grupo de segurança, comandado por um Oficial, com efetivo a
critério desse Cmdo e que tenha entre outras, as seguintes missões:
ü
Planejar e dar segurança às turmas de trabalho,
com prioridade para as turmas mais destacadas à frente;
ü
Planejar e dar segurança nos deslocamentos
motorizados que os Oficiais e Sargentos Chefes de turma são obrigados a fazer,
por força de suas atribuições;
·
Esse grupo de segurança seja devidamente
instruído para, no caso de indícios de agressão, utilizar
todos os
meios de
persuasão possíveis,
só se valendo do uso da força nos casos de legítima defesa própria ou de
outrem;
·
Esse Cmdo coloque, de início, homens à
disposição da FUNAI para auxiliar o trabalho dos sertanistas e que, no futuro,
forneça uma complementação de salário ao pessoal contratado da FUNAI;
·
Esse Cmdo forneça todo o apoio solicitado pelos
elementos especializados da FUNAI, apoio esse em brindes, gêneros alimentícios,
material para a construção dos Postos, alojamentos e deslocamentos necessários;
·
Esse Cmdo, caso haja visitas dos Índios, realize
pequenas demonstrações de força, mostrando
aos mesmos
os efeitos
de uma
rajada
de metralhadora,
de granadas
defensivas e
da destruição pelo uso de dinamite;
·
Sejam os acampamentos protegidos com cercas de 8
fios de arame farpado, e que, entre a cerca e a mata haja uma área de terreno
limpo [desmatado], com no mínimo 6 metros de largura, envolvendo todo o
acampamento.
3. Informo,
outrossim, que, fica estabelecido que o relacionamento com vista à pacificação
dos Índios é a cargo da FUNAI, a quem estamos solicitando medidas que precedam
e acompanhem os trabalhos de implantação da rodovia.
Gen Bda Gentil
Nogueira Paes
Cmt do 2° Gpt E Cnst
[Carta do
General Gentil Nogueira Paes, entregue ao General Torres de Mello]
PRESERVACIONISTAS ACUSAM GOVERNO DE DIZIMAR ÍNDIOS
Sob o título acima, o jornal “A CRÍTICA” de Manaus, de 05.01.1983, publica matéria sobre uma
reunião de cerca de vinte entidades para a discussão da situação dos Indígenas
Waimiri-Atroari, em face da construção da hidrelétrica de Balbina. Nessa
matéria são publicadas informações que, para quem não conhece muito bem os
fatos, dão uma noção completamente distorcida dos mesmos e dão margem a um julgamento
injusto
dos órgãos e pessoas que,
com patriotismo,
honestidade e
espírito
humanitário estiveram
envolvidos no
trato com
esses Indígenas, durante
a construção da BR-174
e, principalmente, de homens que deram suas vidas nesse trabalho, cuja memória
merece ser respeitada.
No comando do 2° Gpt E Cnst, no período de 1974 a
1978, tive de enfrentar imensos problemas cujo desafio, em resolvê-los,
constituiu estímulo que me emocionam até hoje. Dentre esses problemas, o trato
com os Índios foi, sem dúvida, um dos mais delicados, pois sabia que estava
pondo em jogo a vida de muitos homens, Brancos e Índios, numa luta sem
inimigos, onde, aos meus, era absolutamente vedado ferir ou molestar de
qualquer maneira esses nossos irmãos.
Felizmente conseguimos manter
um clima
de respeito mútuo,
Índio ‒ Exército,
que jamais
entraram em
choque
e isso, em boa parte, devemos à abnegação dos homens da FUNAI, nossa
intermediária e encarregada de todos os contatos com os Índios, que, nesse
trabalho perdeu cerca de 13 homens e que, embora tenha suas deficiências, como
toda organização humana, não merece as injustiças que tantas vezes lhe fazem. A
matéria publicada pelo jornal em tela, que naturalmente foi mal informado, pois
tenho muito respeito pela sua conduta imparcial, apresenta o problema do trato
com os Índios Waimiri-Atroari de maneira totalmente deformada, mal informando e
querendo, nitidamente, indispor o Exército com a população, apresentando-o como
exterminador de Índios.
Afirma-se que “centenas
de silvícolas tombaram no silêncio da mata e foram sutilmente enterrados e esquecidos
no tempo e no espaço” e, ao mesmo tempo, se insinua a responsabilidade do
Exército numa suposta redução de uma população Indígena de 3.000 em 1968 para apenas 1.000 em 1975.
Nunca a
FUNAI ou
quem quer
que seja soube o número
de pessoas
existentes nas
duas tribos.
Quando assumi o Comando do 2° GEC, em 1974, aquela Fundação estimava
aquela
população entre
1.000 e
1.500 pessoas.
A matéria publicada se refere a um encontro de “preservacionistas” e relaciona cerca de
20 organizações já bem conhecidas nesses movimentos de defesa dos Índios, mas
nitidamente mal informados quando não mal intencionadas. Os fatos e os procedimentos da
época da construção da BR-174 são do conhecimento do 2° GEC e do Comando
Militar da Amazônia, nosso Escalão Superior, sob cuja supervisão, apoio e
permanente contato agimos. Valendo-me da memória, vou tentar alinhar algumas
informações sobre os ataques dos Índios nos últimos meses de 1974 e seus
antecedentes e os procedimentos do 2° GEC em comum acordo com a FUNAI e apoiado
pelo CMA.
De fato nunca chegamos a determinar com precisão a
causa da hostilidade das tribos WA aos Brancos, podendo-se apenas formular
hipóteses. Já que inicialmente eles viviam muito próximos da região de Manaus,
é muito provável que tenham ocorrido choques com os Brancos que deram origem ao
ódio conservado por sua cultura, totalmente fechada, enquanto que a mobilidade
e a diversificação da população dita Branca esquecia os antecedentes, pois, até
hoje, cada choque é considerado como um fato novo.
Tive em mãos, e deve estar nos arquivos da FUNAI e do
2° GEC, um Relatório, de meados do século passado, de um reconhecimento feito
com o objetivo de abrir uma via terrestre, entre Manaus e os campos de criação
de gado do Rio Branco, onde já se faziam referências expressas a ataques
anteriores dessas tribos aos Brancos. Foi sempre muito difícil o contato com
esses Índios, acredito que não só pela sua conhecida hostilidade ao Branco,
muito possivelmente justificada, como pela barreira da língua, pois eles falam
uma língua que nada tem a ver com a “geral”
dos demais Índios brasileiros. Acreditava o pessoal da FUNAI dever-se isto à
sua origem caribenha.
Quando o Governo decidiu construir a BR-174, ligando
Manaus ao Território de Roraima e à fronteira da Venezuela, foi encarregado dos
primeiros contatos com esses Índios, não sei por iniciativa ou decisão de quem,
uma Expedição chefiada pelo Padre Calleri cujo trágico desfecho é bem
conhecido. Em sua memória, quando concluímos a ponte sobre o Rio Santo Antônio
do Abonari, a ela demos o nome de Ponte Padre Calleri, uma homenagem a esse
mártir humanitário, cuja intenção era exatamente batalhar para que a obra fosse
realizada sem sacrifício de vidas. Do seu grupo, salvo engano, de 11 pessoas,
escapou um homem, conhecido por Mineiro, e que ainda trabalhou para a FUNAI.
[...]
Desde que a missão de construção da estrada foi
entregue ao Exército, o Ministério, representado pela Diretoria de Obras de
Cooperação, pediu a colaboração da FUNAI e ficou assentado que haveria
permanentemente pessoal daquela Fundação presente nas frentes de serviço e que,
todo e qualquer contato com os Índios seria encargo seu. Por isso normas foram
baixadas determinando, entre outras coisas, a proibição, aos elementos do
Exército ou quem para ele trabalhasse, de qualquer contato com os Selvícolas,
da penetração na mata para caçar, pescar ou o que fosse, ficando suas
atividades confinadas à faixa de 70 metros, de domínio da estrada.
Ao assumir o Comando do 2° Grupamento de Engenharia de
Construção, em 22.06.1974, estavam os elementos do 6° BECnst iniciando a
penetração na área da Reserva dos Índios, com a transposição do Rio Santo
Antônio do Abonari, em cujas proximidades fora construído o acampamento de uma
Companhia daquela Unidade e um acampamento, distante alguns quilômetros, para o
pessoal da FUNAI, que nos assistia, e onde poderiam receber os Índios fora do
ambiente de um acampamento militar.
Logo em fins de outubro deu-se o primeiro ataque ao
pessoal da FUNAI. Um grupo de Índios Atroari, cujo Cacique era conhecido por
Capitão Comprido, visitou o acampamento daquela Fundação com todas as
características dos costumeiros encontros amistosos.
Combinaram para o dia seguinte dois programas: parte
do grupo ficaria no acampamento, com alguns elementos da FUNAI, trabalhando nas
plantações, enquanto outra parte, com outros homens da Fundação sairiam para
uma caçada. Quando, no dia seguinte, estes últimos saíram do acampamento, a
pouca distância foram atacados e mortos pelos Índios enquanto os que haviam
ficado no acampamento, ao ouvirem seus gritos, atacaram e mataram os que aí
ficaram. Escapou apenas um homem da FUNAI, que se embrenhou na mata, para
contar a estória. Segundo as informações da FUNAI, não houve qualquer Índio
morto.
Em face desse fato fizemos a Primeira reunião de
elementos do Comando do Grupamento e do 6° BEC com os da FUNAI, cujo Delegado
em Manaus era o Sr. Gilberto Pinto. Dentre outras medidas e, além da
confirmação das normas vigentes, ficou determinado expressamente que os
elementos do Exército jamais poderiam trabalhar em pequenos grupos isolados,
ficando estabelecido um mínimo de 15 homens. Isso porque vimos, pelas
características do ataque, que eles sempre atuavam com superioridade local de
homens, tendo tido antes, o cuidado de dividir o grupo da FUNAI.
Trabalhava para o 6° BEC um empreiteiro de
desmatamento de nome André, que, desobedecendo a essa determinação, distribuiu
seus homens em pequenos grupos por mais de 20 km, como era de seu costume,
anteriormente. Em consequência, na segunda quinzena de novembro, um grupo mais
avançado, de 4 homens, foi atacado de surpresa pelos Atroari.
Três foram mortos e o quarto escapou com uma flecha
atravessada no peito e assim caminhou 22 km, até nossa frente de serviço, onde
foi socorrido. Fizemos então nova reunião com o pessoal da FUNAI, quando o
Gilberto confirmava sua teoria de que a agressividade se centrava na tribo
Atroari, enquanto que os Waimiri eram mais cordatos e seu Chefe, o Cacique
Maruaga, era seu amigo, com quem já havia convivido tanto em suas malocas, onde
passava dias, como em Manaus, onde o havia levado para se tratar. Achava
Gilberto que através dos Waimiri e particularmente de seu amigo Maruaga, seria
possível se chegar aos Atroari e sua consequente pacificação.
Mais uma vez ficou confirmado o encargo exclusivo da
FUNAI no contato com os Silvícolas e que tudo seria feito com o objetivo de
mostrar aos Índios que nós estávamos ali com a missão de construir a estrada,
mas como seus irmãos e que jamais alguma coisa seria feita para molestá-los,
mais do que os inevitáveis transtornos da própria construção, mostrar que fora
da estrada, seu Território era inviolável e por nós guardado, que ninguém podia
caçar ou pescar em seus domínios, etc. e também se procurava arranjar uma
maneira de lhes mostrar que éramos seus amigos e que não queríamos lhes fazer
qualquer mal, embora tivéssemos meios e poder para isso.
Daí a ideia discutida e
combinada das
demonstrações
que seriam
feitas, e
nunca o
foram, por
absoluta falta
de oportunidade. Isso, se aparecessem no
acampamento os Waimiri, que seriam convidados a assistir uma sessão de
instrução da tropa, onde essas demonstrações
seriam feitas
contra os
tradicionais e regulamentares alvos de instrução. Maliciosamente quem forneceu a nota para
o jornal daquilo que chamava de portaria do dia 21.22.74, trocou “destruição de árvores com uso de dinamite”
por “destruição de aldeias”. Veja-se a maldade,
a má-fé
no sentido
de enganar os leitores, denegrir o Exército e
incitar o
ódio. Como
seria possível
“destruir
aldeias”, numa demonstração de instrução
dentro do
acampamento
da tropa, distante
algumas
dezenas de
quilômetros das
aldeias dos
Índios, que conhecíamos apenas quando as
sobrevoávamos de avião?
Ficou combinado também que, caso ocorresse essa desejada
visita dos Waimiri, o Gilberto seria trazido de Manaus para coordená-la. [...] Finalmente,
no dia 28 de dezembro, deu-se a tão almejada visita e o Gilberto foi chamado
pelo rádio e veio imediatamente de avião. Os Índios manifestaram o desejo de receber
panelas grandes de alumínio e outros utensílios de que necessitavam. No mesmo
avião em que viera o Gilberto foi mandado um Oficial do 6° BEC para
providenciar esse material em Manaus. Depois de convencer os comerciantes a
abrirem seus estabelecimentos à noite, ao clarear do dia seguinte, regressou ao
acampamento e, antes de pousar, resolveu sobrevoar o acampamento da FUNAI para
anunciar sua chegada e o que viu foi o acampamento juncado de cadáveres. Mais
uma vez salvou-se apenas um homem para contar a estória.
Ao amanhecer, quando o pessoal da FUNAI fazia sua
higiene matinal nas águas do Abonari, foram atacados de surpresa com flechas e
bordunas, salvando-se esse homem que se atirou no Rio e, embora perseguido
pelas flechas atiradas da margem, conseguiu escapar. Quando os homens do 6° BEC
foram, de helicóptero, resgatar os cadáveres encontraram o Gilberto com uma
flecha cravada nas costas e que apontava no peito. Não foi encontrado nenhum
Índio morto e não se tem notícia de que eles tenham recolhido qualquer ferido.
Não houve combate!
Depois desse
terceiro ataque, já havendo, salvo
engano,
a perda
de 13
homens da
FUNAI e
3 do empreiteiro
André, e
desfeita a
ilusão da
amizade dos
Waimiri, redobramos
o sistema
de segurança nos acampamentos, nos
canteiros de
trabalho e
nos deslocamentos
dentro da
reserva, com
a ideia
dominante de,
ostensivamente, mostrar nossa força com o fim exclusivo
de desencorajá-los a novos ataques e nos mantermos
sempre abertos
aos contatos
amistosos. Tenho
a impressão, e
os fatos
o confirmam,
de que
essa estratégia foi bem sucedida.
Inicialmente eles desapareceram na mata por
um longo período.
Certo dia
chegaram
trazendo um
menino gravemente
queimado e
que foi
tratado pelo
nosso pessoal
de saúde.
Depois
apareceram
Índios isolados,
mais ousados,
que vinham
filar a
comida em
nossos ranchos
ou, quem
sabe, sondar
nosso ânimo.
Determinado dia
vieram pedir
socorro para
um Chefe
Atroari, que
fora picado
por cobra
venenosa.
Nosso médico nos
consultou se
devia atender.
Deixei isto
seu critério,
dizendo-lhe que se fosse uma cilada ele poderia ser
morto, e,
mesmo que
fosse verdade,
ele podia
ser mal
sucedido no
tratamento e
responsabilizado
pela morte
de um
Chefe Índio.
No entanto
se conseguisse curá-lo
teria sua
ação um valor
extraordinário na conquista de sua confiança. Felizmente,
graças
à bravura
e espírito humanitário
do médico,
a missão
foi bem
sucedida.
Daí em diante foram se amiudando os contatos,
principalmente no encontro da estrada com uma trilha dos Índios que ligava as
duas tribos. Nesse local, eu tive oportunidade de, já materializada a ligação
Manaus-Boa Vista, na companhia de uma comitiva da Diretoria de Obras de
Cooperação do Exército, encontrar um grupo de cerca de 100 Índios que visitavam
o pessoal da FUNAI, trazendo, inclusive suas “Marias”, o sinal máximo de confiança.
Tenho um filme feito nessa ocasião que, apesar de sua
péssima qualidade, serve para documentar o fato. Foi uma luta dura, de homens
cujo silencioso heroísmo não merecia ser agora injuriado. Os nomes desses
bravos, que deram suas vidas na tentativa de pacificação dos Waimiri-Atroari,
ficaram gravados no bronze, em monumento que mandei erigir nas proximidades da
ponte Padre Calleri e merecem todo o meu respeito e admiração e acho que também
merecem ser respeitados por todo o brasileiro
honesto.
Realmente a estrada
foi construída
sem a
morte violenta
de um
só Índio
e eu tenho imenso
orgulho
disso. O
que se
disser em
contrário é
pura invencionice,
má informação ou intenção
deliberada de
distorcer os
fatos para
denegrir
o Exército
ou a FUNAI, ou
os dois
e, com
toda certeza,
no intuito
contestatório de ferir o Governo.
É Possível que meu relato contenha algumas falhas de
menor importância, já que o fiz de memória, mas, na essência, é a verdade absoluta.
(General Gentil Nogueira Paes)
MPF – Ministério Público Federal
Procuradoria da República do Amazonas
INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO N° 1.13.000.001356/2012-07 TERMO DE DEPOIMENTO SEBASTIÃO
AMÂNCIO DA COSTA
No dia 25.11.2014, às 09:00, na sede da Procuradoria
da República no Amazonas, compareceu SEBASTIÃO AMÂNCIO DA COSTA, que prestou as
seguintes declarações: [...]
A ideia era
que houvesse
um local
em que
o Exército
pudesse explodir
dinamites e
dar rajadas de metralhadora. Mas
isso não
ocorreu. Questionado
a respeito de depoimentos
que confirmam
que isso
ocorreu, afirma
que é
mentira. Nossos postos registravam tudo,
recebiam e repassavam tudo, não poderia ter acontecido sem ser registrado. Todo o trabalho do
Exército em
relação
ao trabalho
de construção foi acompanhado
pela FUNAI.
Não há
nada que
se possa
dizer do
Exército. A FUNAI estava na linha de
frente dos trabalhos.
A FUNAI ficava
numa picada
à frente,
a máquina vinha
à nossa
retaguarda.
Quaisquer acontecimentos estávamos à frente. A equipe de topografia abria a
picada, vinha a empresa abrindo a estrada onde posteriormente viriam as
máquinas. Estávamos nas picadas, tentando chegar antes, quando houvesse aldeias
próximas, para proteger os Índios. [...]
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de
Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor
e Colunista;
YYY
Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do
Sul (1989);
Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato
Grosso do Sul (1989;
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
(2000 a 2014);
Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do
Exército (DECEx) (2015 a 2019);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério
Militar – RS (IDMM – RS) (2006 a 2013);
Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando
Militar do Sul (CMS) (2014 a 2015);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia
Brasileira (SAMBRAS) (2002 a 2013);
Membro da Academia de História Militar Terrestre do
Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio
Grande do Sul (IHTRGS – RS);
Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia
(ACLER – RO);
Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio
Grande do Sul (AMLERS);
Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola
Superior de Guerra (ADESG);
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN);
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Tapaj
Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Bagé, RS, 15.06.2026 Termo de Depoimento do Sr. Gen Ex Joaquim Silva e Luna Aos 31 dias de agosto de 2022, às 11h27 (Horário de Brasília), em audiê

Bagé, RS, 012.06.2026 Termo de Depoimento do Sr. Cel Eng Zauri Tiaraju Ferreira de Castro No dia 30 de agosto de 2022, às 16h09 (Horário de Brasília

Bagé, RS, 011.06.2026 Termo de Depoimento do Sr. Ten-Cel Inf Walter Chiarato No dia 30 de agosto de 2022, às 15h03 (Horário de Brasília), em audiên

Bagé, 08.06.2026 Mais uma vez tenho a hora de repercutir um artigo de meu caro Amigo, Irmão e Mestre Higino Veiga Macedo. Quinbequiano(Higino Veiga
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