Quinta-feira, 28 de maio de 2026 - 14h16

Bagé,
RS, 28.05.2026
MINISTÉRIO
PÚBLICO FEDERAL
Grupo de Trabalho Povos Indígenas e
Regime Militar – 6ª Câmara de Coordenação
16
de agosto de 2017
[...]
Soma-se a isso, no caso dos Waimiri-Atroari, o depoimento da jornalista Memélia
Moreira, que esteve na área em 1978 e depois prestou depoimento ao Tribunal
Russell, em 1980.
Em
depoimento à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, Memélia Moreira contou
que, em viagem em 1978 à estrada, já inaugurada, um Sargento lhe contou que no
momento mais crítico das obras os Kinja tentavam resistir fazendo uma barreira
humana, de braços dados, diante dos tratores, e foram executados. Já o então Sargento do 6° BEC José Hocke disse a
ela que os Waimiri-Atroari criavam muito caso:
Faziam uma barreira de gente na estrada, um de braço dado com o outro, para
não deixar os tratores passarem.
Perguntado
sobre como fazia para passar, o Sargento respondeu: “a gente resolvia sempre à bala”.
A
jornalista visitou a região do Santo Antônio do Abonari. Lá encontrou uma certa
devastação pelo alto, que não era de queimada, mas provocada por napalm, cujo tubo ela encontrou boiando na água.
Não era uma devastação de queimada, que vem debaixo, e eu não sabia o
que era aquilo, nunca tinha visto aquilo antes. Eu pensei, na minha ignorância,
que talvez fosse um tipo de resultado da seca que dá, porque a região tem uma
parte do ano que não chove. Então eu achei que era isso, não era. Porque quando
a gente pegou um igapozinho para chegar até a aldeia, que aí o Rio estreita, eu
vi que tinha uma coisa não natural boiando, era assim, um...
Não era bem um tubo, mas parecia, porque era metade, que era de
napalm. E eu vi a marca, eu não sabia o que era napalm, eu conhecia a marca de
um dos fabricantes de napalm, era Tordon. Eu
vi que
tinha Tordon,
aí eu
digo,
espera
aí, napalm...
Aí eu digo, encosta mais naquilo ali, vai mais devagar, tira o motor, eu quero
pegar aquele caco ali, era um caco.
Peguei e botei na minha mochila e vim-me embora, não troquei uma
palavra sobre o que eu achei, porque em 1974 a gente já sabia que eles tinham
usado napalm no Vale do Ribeira, na Guerrilha do Araguaia, e nos Nhambiquaras.
(Depoimento de Memélia Moreira à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo,
anexo 4)
(https://justicadetransicao.mpf.mp.br/documentos-1/AIND_5_Waimiri.pdf)
O tal Sgt José Hocke jamais existiu, é um personagem ficcional criado
pela mente ignara e obscurecida da jornalista Luzia Maria Moreira Sceil que usa
o pseudônimo – Memélia Moreira.
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de
Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor
e Colunista;
YYY
Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do
Sul (1989);
Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato
Grosso do Sul (1989;
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
(2000 a 2014);
Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do
Exército (DECEx) (2015 a 2019);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério
Militar – RS (IDMM – RS) (2006 a 2013);
Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando
Militar do Sul (CMS) (2014 a 2015);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia
Brasileira (SAMBRAS) (2002 a 2013);
Membro da Academia de História Militar Terrestre do
Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio
Grande do Sul (IHTRGS – RS);
Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia
(ACLER – RO);
Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio
Grande do Sul (AMLERS);
Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola
Superior de Guerra (ADESG);
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN);
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós
(IHGTAP)
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