Quarta-feira, 1 de setembro de 2021 - 16h30

Depois
de uma semana de folga volto à lide e precisamente fechando agosto, o mês do
cachorro louco, que se dizia desde o início seria o mês de um fim do mundo
muito particular e brazuca. Um fim de mundo só nosso, bem brasileiro, ao som de
samba suor e cerveja como soe. Para ser fiel à verdade, nosso pitbull estava
mal-humorado, mas não fez arruaças, diferente dos selvagens cães de guerra no
Afeganistão. Abro setembro que também se anuncia como o mês do cachorro louco
II – a missão e haja baba escorrendo pela bocarra do canzarrão.
Duas
bombas estão prontas para deleite de quem quer futrica: a primeira é a quebra
de sigilo de um reles vereador do Rio de Janeiro que leva o sobrenome do pai
como seu maior obra política. Carlos Bolsonaro, Carluxo, tem um BO antigo na
Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e é investigado pela prática da tal
“rachadinha”, essa praga que existe do Oiapoque ao Chuí e que tem como pano de
fundo aquele inquérito mandrake do STF sobre fake news. A segunda bomba caseira
é o depoimento de um homem comum, um motoboy, que segundo acreditam os cabeças
gordas da CPI da COVID – também do fim do mundo – seria o “leva e trás” de milhares de dinheiros para
a empresa onde trabalhava e que seria também o pagador de boletos de alguém ou
alguns que como ele trabalhavam, operavam ou tinham ligações – suspeita-se que espúrias
– com o Ministério da Saúde, um órgão federal que para os venerandos senadores que,
suspeita-se sejam ilibados e decentes, é olhado, investigado, tido e havido
como um covil de ladrões e coisas tantas e que tais e que por pouco não
aplicaram um golpe, surrupiando do erário valores que deixariam no chinelo o
mensalão, o petrolão e outras tantas falcatruas.
Pois
é, setembro além da cachorrada marcada para sete de setembro promete flores,
mas as viúvas das casernas de um lado chamando os tanques e as carpideiras
revolucionárias ainda chorosas mas contando o valor da indenização que sua
ideologia vencida lhes deu de presente, anunciam que “soldados armados, amados
ou não” irão trucidar a direita e a esquerda, deixando um Brasil para ser
vendido aos chineses e a quem mais interessar possa, a preço de soja
transgênica, frango com hormônio e antibiótico e banana.
Para
quem gosta da guerra de sofá para promover a guerra de aplicativos, sugiro
tirarem o cavalo da chuva. Nossa guerra é outra e é travada em hospitais por
médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
agentes de saúde contra o inimigo invisível. Temos outra guerra que é
contra a informação que desinforma, a educação que deseduca e as péssimas
condições de vida em que estão 14 milhões de brasileiros sem trabalho, sem
futuro, sem água tratada, sem coleta e tratamento de lixo e sem esgotamento
sanitário. O Brasil precisa de um nome para se colocar como uma terceira via e
é para já!. Chega de direita, de esquerda e de centrão.
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