Quarta-feira, 17 de junho de 2015 - 07h15
Lucio Albuquerque, repórter
“Paciência” é uma palavra inexistente nos vocabulários de alemães e italianos. Taxistas, garçons, motoristas, policiais, os caras nem querem saber: estão errado, te atropelam se você estiver de pé num bar, metem a mão no bolso do cliente.
Em Munique um passageiro em conexão para Madri levou uma dura de um policial no aeroporto, e quando outro passageiro teve desviada a bagagem e procurou informações a atendente, mesmo falando inglês trocou tudo pelo linguajar sabe lá de que aldeia do reich e aí a coisa complicou.
No voo São Paulo a Munique já tínhamos tido uma amostra, quando os comissários de bordo, mesmo alguma vezes sendo observados conversando em espanhol, só davam informação na língua alemã e você que se dane.
Uma coisa que chama a atenção é o numero de pessoas fumando, a grande maioria mulheres. Em qualquer cidade você nem precisa procurar bagana de cigarro, porque elas estão em qualquer lugar, aos lotes, apesar da grande quantidade de placas identificando áreas proibidas.
Paciência? Alguém precisa dizer a essa gente que isso existe: o garçom discute com você por qualquer coisa. Interessante é que eles, em grande parte, entendem um pouco de inglês, mas preferem, ainda que não intalianos, não falar na língua de Da Vinci, com uma rapidez tão grande que da para entender bem pouco, mesmo quem tenha uma noção razoável.
Motoristas italianos fazem os de Porto Velho parecerem fieis cumpridores das normas básicas de respeito e urbanidade: estacionam sobre a faixa de pedestres e um deles parou sobre a faixa do pedestre - e dormiu enquanto esperava uma pessoa sair de um bar.
Outro, conduzindo um ônibus, vinha atendendo ao celular e fazendo a curva com uma mão só em pleno transito pesado do final da tarde. Outro, taxista, ao nos conduzir de um ponto a outro de Roma botou um cigarro na boca, mas nem deu a segunda “puxada” e eu soltei um “porra”, baixando a janela do passageiro.
O cara me olhou como se nada de mais tivesse acontecido e explico que não fazia mal. Quando eu falei num inglês macarrônico que ele parasse que eu iria saltar, o cara pediu desculpas num inglês pior e guardou o cigarro. Ao cobrar a corrida disse que em espanhol. E por que não disse logo?
Se você não combinar logo o preço da corrida na Itália os caras metem a mão. Estávamos em sete adultos e pegávamos sempre dois táxis. No meu, eu pedia o preço. No outro, por duas vezes, quem foi pagou quase 10 euros a mais, e fazendo o mesmo percurso.
A três policiais que pedimos informações ou eles alegavam não saber ou, deram informação errada. E viva a Cidade eterna!.
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