Terça-feira, 12 de maio de 2026 - 07h50

"Conhecer o passado é essencial para entender o presente e construir o futuro", frase atribuída ao filósofo grego Heródoto (425 aC), mas bem que pode ser usada atualmente ou quando se procura conhecer o trabalho de alguém, cuja obra extrapolou o “lugar”, e quando me perguntam qual governador do Território (1943/1985) mais contribuiu para o que é hoje o Estado de Rondônia, prefiro indicar não só um, mas cinco, alguns mais e outros menos (devido inclusive ao tempo de permanência no cargo) – no Território foram 27, serão 28 se contada a professora Janilene Melo, que governou durante 43 dias em 1984.
No grupo dos “cinco” estão o primeiro, Aluízio Ferreira; o 8ºe 10º Paulo Nunes Leal; o 14º e 16º, Marques Henriques; o 17º, Humberto Guedes e o 18º, Jorge Teixeira. Tive a oportunidade de acompanhar, como repórter os dois últimos – cheguei no final de 1975 quando Guedes já governava há quatro meses, e o Teixeira, que eu conhecera em Manaus e quando ele chegou aqui eu já estava há mais de 3 anos.
Da minha lista vou deixar, por serem já muito conhecidos seus trabalhos o primeiro e o último. Vou tratar dos três outros, fundamentais as suas importâncias para o que Rondônia é hoje.

Nesse grupo não está incluído um nome responsável por grandes obras físicas em Porto Velho e Guajará-Mirim, Joaquim de Araújo Lima – patrono da avenida que chamam “Abunã” e que nos deixou, entre outras obras, uma imaterial, inicialmente denominada “Céus do Guaporé” depois do Estado hino oficial de Rondônia.
Araújo Lima foi um “governante com o olhar no futuro”: Empossado em 1948, coube-lhe concluir o prédio iniciado em 1945, para ser a sede da Madeira-Mamoré, mais conhecido como “Prédio do Relógio”, hoje sede da prefeitura. Também em Porto Velho Araújo Lima iniciou as obras do colégio “Carmela Dutra”, do palácio “Presidente Vargas”, do “Porto Velho Hotel”. Em Guajará duas obras importantes, o Hotel do Governo e a Escola “Paulo Saldanha”, dentre outras importantes nos dois municípios.
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