Terça-feira, 5 de maio de 2026 - 07h45

Há alguns anos, numa conversa de bar, ouvi de um muito conhecido jornalista que a promoção do “maior bandeirante do Século XX” (a), à condição de Marechal de Exército, teria sido imerecida. Outro participante o “cortou”: “Com todo o respeito aos demais marechais com certeza ele fez mais pelo Brasil do que alguns deles”. Tenho a mesma opinião.
Enumerar o que fez Rondon seria preciso muito mais que uma coluna cuja pretensão vem sendo, em parte considerável desde seu início em 2006, dar espaço à história da “Gente da Gente” – peço emprestada a frase que é título de um dos livros do escritor portovelhense Cláudio Feitosa.
Mas até porque a nossa História vem sendo colocada de lado por quem tem o dever de sua preservação – e difusão entre os mais jovens, resolvi fazer uma homenagem ao “menino de Mimoso”, usando frase do discurso do então juiz Cezar Soares de Montenegro dia 5 de maio de 1976.
Entendo que, para o país, mais do que a instalação de linha telegráfica desde Cuiabá até a nascente Porto Velho, a “Missão Rondon de 1907 a 1909” teve valor maior para que o próprio Brasil começasse a entender o que de Brasil havia por aqui. E quem quiser saber mais que leia, dentre outros livros, “Rondônia” de Roquete Pinto, médico legista, cientista, professor, antropólogo, etnólogo, ensaísta e membro daquele empreendimento.

Há um ponto controverso da razão pela qual Rondon, cognominado “marechal da paz”, não teve a si atribuído o Nobel da Paz, candidatura que teria tido dentre outros indicadores o cientista Albert Einsten. Talvez porque o próprio governo brasileiro não se tenha interessado.
Rondon chegou a ser preso, talvez por inveja, mas seu trabalho o fez merecedor de prêmios de tal monta, ou maior que apenas o nobel. Só ver que um dos meridianos, o 52º Oeste leva seu nome. No Brasil, uma das homenagens é o Território do Guaporé ter, em 1956, sido rebatizado por Rondônia. (PS)
A – Frase atribuída ao ex-presidente Theodore Roosevelt (EUA).
(Volto amanhã)
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