Quinta-feira, 20 de março de 2014 - 16h30
Robson Oliveira
Decisão
Apesar de estimular o suspense quanto à candidatura à reeleição, o PMDB está preparando uma grande festa em Ji-Paraná, sábado dia 29, para que Confúcio Moura anuncie a decisão de disputar o segundo mandato. Caravanas peemedebistas de todos os municípios estão sendo mobilizadas pelo partido para incentivar o governador a criar coragem e encarar a disputa pela reeleição.
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Temor
O próprio governador Confúcio Moura reconhece publicamente que tem temor em disputar a reeleição, caso as pesquisas internadas do PMDB detectem percentuais acima dos trinta pontos de rejeição da atual administração. A situação já foi pior.
Calcanhar
Embora tenha melhorado em alguns setores, o principal calcanhar de Aquiles do governo é a falta de diálogo com os barnabés e a incompetência absoluta de comprovar o que fez. Mesmo se apresentando como ‘Governo da Cooperação’ é uma administração que os principais auxiliares não se cooperam e nem cooperam com o mandatário. De tanta embromação, nas mídias sociais, recebe a pecha de “Governo da Enrolação”. Vai ser trabalhoso diminuir a rejeição e esconder os calcanhares durante a campanha eleitoral.
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Inoperância
Quem assiste as entrevistas concedidas pelo prefeito da capital, Mauro Nazif, nos meios de comunicação eletrônicos, deduz que ele governa outra cidade ou não tem vergonha de ser chamado de Pinóquio. O prefeito assegura que a prefeitura tem trabalhado muito e garante que vai revolucionar junto com o irmão inoperante a gestão municipal. É verdade que os buracos desapareceram, mas assim que as águas baixarem eles voltam a ficar à vista de todos. O trabalho que diz que está fazendo, é perceptível, pois o caos assola todos os bairros.
Bomba
Uma minuciosa investigação que vem sendo feita há algum tempo pode provocar abalos no mundo político e empresarial local caso as suspeitas de evasão de divisas, branqueamento de capitais e lavagem de dinheiros, crime eleitoral, entre outros, restem comprovados. A bomba envolve exportação de madeira para a China.
Rastro
O "negócio da China" foi transacionado através de intermediações políticas arrecadando mais de dezoito milhões de reais com a venda de madeira retirada de um portentoso canteiro de obras da capital. O que parecia ser uma operação de venda internacional legal começou a ser investigado porque deixou um rastro de ilegalidades com transações atípicas de movimentação financeira. O malfeito está sendo desvendado lentamente devido à forma sofisticada com que a grana percorreu vários estados para desembarcar nas mãos de empresários rondonienses.
Canais
Pelo que a coluna conseguiu apurar, uma parte desses recursos ‘chineses’, depois de percorrer as lavanderias paulistas, capixabas e paranaenses, foi trazida a Rondônia e uma parcela irrigou uma campanha eleitoral em 2010, por canais onde passam recursos não contabilizados. A outra parte da grana, bem mais volumosa, teria sido destinada aos empresários do interior do estado com ligações familiares com políticos. A investigação não está conclusa, mais os indícios dos malfeitos apontam para uma bomba política a ser acionada a qualquer momento.

Repercussão
A Folha de São Paulo divulgou uma extensa matéria sobre as finanças de Rondônia e os gastos com contas correntes e investimentos do Governo Confúcio Moura. O quadro traçado pela matéria não é catastrófico, mas preocupa. Próximo do alerta para atingir o pico de gastos com pessoal e não ultrapassar o limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, em ano eleitoral, o governador vai ter muito trabalho para não permitir a concessão de aumento real às categorias dos servidores públicos.
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Distorção
Tudo indica que o aumento que o governo vai oferecer aos servidores públicos estaduais não passam dos 5,6%. Esse percentual é o suportável, segundo fontes da Sefin, para que se mantenha o equilíbrio fiscal. Enquanto a arrecadação aumentou 25% das receitas próprias os repasses constitucionais para os demais poderes tiveram um incremento de 39%. O que representa uma distorção.
Tumultuando
O magistrado Arlen José Silva e Souza tomou as atitudes corretas ao enviar para o TJ as denúncias feitas pelo Beto Baba para que sejam investigadas. Quem o conhece sabe da correção com que sempre agiu em sua labuta. Já o denunciante vai ser obrigado a juntar todo excremento que espalhou por aí e provar o dono do conteúdo. E pior: caso continue a espalhar titica para tumultuar a instrução processual, a tendência é perder o gozo da condicional e retornar para a gaiola. A estratégia da calúnia é burra e inconsequente, além de mais danosa para o paciente.
Impenhorável
O casal que se separa e ocupa dois imóveis distintos torna ambos os bens impenhoráveis, segundo decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Ao julgar execução envolvendo um morador de Novo Hamburgo (RS), o colegiado avaliou que o fato de um imóvel já estar penhorado quando a ex-mulher passou a ocupá-lo com as filhas não é obstáculo para que elas continuem morando ali. (fonte: Conjur)
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