Quarta-feira, 9 de outubro de 2019 - 11h02

RACHA
Desde o segundo turno das eleições
estaduais do ano passado que a relação pessoal entre o coronel e governador
Marcos Rocha (PSL) e o empresário Jaime Bagattoli, ex-candidato ao Senado
Federal, não são boas. Assim que o resultado do segundo turno foi divulgado,
passando para a disputa final Marcos Rocha e o tucano Expedito Junior, os dois
divergiram publicamente e trocaram farpas na reunião que organizava a
coordenação da campanha. Após o entrevero, Bagattoli chegou a se encontrar com
o adversário do coronel, confirmou o racha, desabafou que sua candidatura foi
prejudicada pelos companheiros e convocou uma coletiva no dia seguinte em
Vilhena, cidade onde possui domicílio.
CHORO
Na coletiva o ex-candidato a
senador pelo PSL fez declarações duras contra o coronel, avisou que estaria
fora do segundo turno e que não apoiaria mais ninguém. As declarações causaram
inicialmente abalo na coordenação política do coronel que o obrigou a voar a
Vilhena e suplicar que Bagattoli permanecesse na campanha. Marcos Rocha chegou
a publicar numa rede social o reencontro e, aos prantos, declarou irmandade com
o ex-colega, afirmando que a desavença seria um ardil dos adversários
supostamente para impedi-lo de vencer o pleito.
DESFILIAÇÃO
Dez meses após a posse de Marcos
Rocha no cargo de governador de Rondônia, sem uma participação do grupo de
Jaime Bagattoli em sua administração, o ex-senador anunciou a desfiliação do
PSL e, numa carta pública, expôs mais uma vez as desavenças com o
chefe do executivo. Embora rompidos, de forma elegante, Jaime conclui sua
missiva desejando sucesso ao ex-aliado.
PERDA
O governo federal acaba de
extinguir a possibilidade da implantação de uma Zona de Processamento de
Exportação (ZPE), através do decreto 10.037. O que estranha é o silêncio da bancada
federal, do governador e dos setores produtivos com o fim do sonho da ZPE.
Exceto o deputado federal Mauro Nazif (PSB), nenhuma outra autoridade criticou
a extinção nem tentou a prorrogação do decreto da criação. Nos oito anos de
governo, nada foi feito pelo governador emedebista Confúcio Moura não cumprindo
com as exigências para a implantação. O atual mandatário sequer utilizou sua
relação de amizade com o presidente Bolsonaro para a prorrogação. Na campanha o
coronel candidato jactava-se que resolveria os gargalos rondonienses
diretamente com o capitão presidente, haja vista a sua amizade desde a
caserna.
ANOMALIA
Não há aparentemente ilegalidade no
convênio entre a Energisa e a Polícia Civil visando a reforma de órgãos
públicos e ampliação de espaços. É absolutamente normal que as grandes
companhias que exploram nossas riquezas devolvam como contrapartida parte dos
lucros amealhados com nossas riquezas naturais. O que não é normal, ao que
parece ser a crítica dos membros das Comissão Parlamentar de Inquérito, é a
delegacia especializada priorizar suas ações em favor da empresa como
retribuição das contrapartidas. Não está claro que tal privilégio esteja
ocorrendo e a nota da Polícia Civil é explicativa. No entanto, a hipótese sendo
verdadeira, a anomalia ultrapassaria o limite da legalidade.
ARDILOSO
Depois de ajudar a destruir
politicamente seu companheiro de partido no MDB, Valdir Raupp, o senador
Confúcio Moura assumiu a primeira vice-presidência nacional do partido, por
coincidência o mesmo cargo que o ex-senador exerceu. Moura, que é implacável e
predador com os desafetos, não medirá esforços para retirar da influência do
ex-senador o comando regional do MDB e escalou o deputado federal Lúcio
Mosquini para a missão. O deputado, não é segredo para ninguém, odeia o casal
Raupp. Uma questão de tempo.
SERPENTÁRIO
As críticas tornadas públicas pelo
presidente Jair Bolsonaro ao presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar,
revelam que o partido entrou em crise antes do primeiro ano no governo. O PSL é
um partido de proveta, ou seja, não tem capilaridade eleitoral nem um
contingente expressivo de militantes, cresceu nas eleições passadas em função
do personagem denominado “mito”, Bolsonaro. A confirmar a saída do presidente
da legenda, o PSL estará fadado a perder espaço político e voltar ao anonimato
nas eleições municipais. O PSL existe em função da figura de Bolsonaro, Bivar e
companhia não representam nada. Nem nos colégios onde foram eleitos na onda do
capitão.
QUEIMADAS
Ninguém falou nada, nem nada foi
feito pelas autoridades ambientais, mas o Parque Estadual de Corumbiara queimou
por vários dias consecutivos com um prejuízo sem precedentes. Distante das
áreas urbanas e compondo o paradisíaco Vale do Guaporé, onde o incêndio destruiu
quilômetros de floresta, as labaredas eram vistas de longe. O fogaréu minimizou
nos últimos dias em razão das chuvas que caíram na região. É lamentável o
descaso das autoridades com o meio ambiente.
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