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Sergio Pires

Primeira Mão - 15/12/10


Primeira Mão - 15/12/10 - Gente de Opinião

QUEM TEM CORAGEM DE METER

 A MÃO NESSA CASA DE CABAS?

Não é fácil para nenhum governante – e não o será para Confúcio Moura – administrar a questão do funcionalismo. Ainda mais que durante a gestão Cassol/Cahulla, pela primeira vez desde que os governadores são eleitos no Estado, os sindicatos não mandaram no governo. Agora, antes mesmo da posse, se ouve vozes exigindo isso ou aquilo, como se Confúcio estivesse chegando como salvador da Pátria das categorias dos servidores. Não será. Com exceção dos donos de cargos de confiança, amigos do rei e da turma que ganha salários miseráveis, há um grupo que vive apenas para exigir seus direitos, preocupando-se muito pouco com seus deveres. Tais categorias, geridas por sindicalistas que vivem em função das suas ideologias e de partidos políticos, estão sempre exigindo, cobrando, fazendo ameaças, já que o funcionalismo compõem uma casta social no Brasil, muito acima do trabalhador comum. Não se ouve nem vê sindicatos cobrando mais eficiência no atendimento ao público, menos burocracia (sem ela e seus múltiplos labirintos sem fim, muitos sindicalistas não sobreviveriam) e mais respeito ao cidadão que precisa dos serviços do Estado.

Cadeiras vazias, casacos encostados nelas, férias, qüinqüênios, avanços, mais salários, auxílio isso, auxílio aquilo e aquele outro e lá se vão milhões e milhões de reais em pagamentos de servidores, com a contrapartida dos serviços cada vez pior. Nenhum governante vai conseguir colocar o país nos eixos enquanto não mexer, com profundidade, com medidas duras mas necessárias, na casa de cabas que é o serviço público. Nem Confúcio, o sábio chinês, teria solução. Nosso Confúcio, o Moura, então, vai também sofrer, espernear, tentar, mas pouco conseguirá. Neste país gerido pela burocracia e incompetência, servidor público, com as exceções de sempre, quer tudo e dar muito pouco em troca.     

 

CONTA GOTAS

Em conta gotas, o governador eleito Confúcio Moura vai anunciando sua equipe. Nesta quarta, se for cumprido o calendário anunciado pelo novo comandante do Estado a partir de 1° de janeiro, todos os principais nomes serão conhecidos. Na semana que vem, Confúcio já começa a definir as primeiras ações de governo com sua turma.

NADA ACONTECERÁ

Alguém ainda dá bola para decisão da Justiça Eleitoral? Com tantos recursos, com cada dia saindo uma sentença diferente, torna-se quase impossível imaginar que nos casos em que o TRE rondoniense não aprovou as contas de vários políticos, alguma coisa vá acontecer. A confusa legislação eleitoral não merece a confiança do eleitorado.

CONTAS

Candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia estão tendo suas contas recusadas pelo TRE. Não se sabe se são problemas simples ou complexos, porque não há informação sobre isso. O que se tem certeza é que, nessa confusão toda, não se imagina que alguém não vá cumprir o mandato por causa disso.

HOMEM DE CONFIANÇA

Alexandre Macedo, o novo secretário de saúde do Estado, é homem da mais estrita confiança do governador eleito Confúcio Moura. Os dois são parceiros há anos, ambos são médicos e Alexandre também se tornou um técnico especialista em saúde pública. Foi inclusive gerente do Ministério da Saúde no Estado.

TEM COMPETÊNCIA

 Embora seu nome não seja ainda reconhecido em todo o Estado, quem tem alguma informação sobre o novo secretário avisa: ele tem tudo para começar a resolver os problemas da área, uma das mais complexas e das que mais preocupam a população em toda a Rondônia.

CACHORRO GRANDE

Duas grandes lideranças políticas de Rondônia estão em rota de colisão. Tanto o deputado federal eleito Carlos Magno e o atual prefeito de Ouro Preto, Alex Testoni, não podem ser convidados para a mesma mesa. Os dois andam brigando até para colocar o nome num ginásio de esportes. É daquelas chamadas  “briga de cachorro grande”.

VOZES DIFERENTES

Dá ânsia de vômito: cada vez mais vozes aparecem em defesa de presidiários e de melhores condições nas cadeias. Não deixa de ser correto. O problema é o outro lado. Nenhuma destas vozes abre a boca para lembrar as vítimas e pedir o fim da impunidade. É ela, a total e absurda impunidade, o maior combustível para o aumento da violência e do crime no Brasil.

ESTÃO CHEGANDO!

O crime organizado, bem planejado, com perfeita execução e feita por profissionais chegou de vez a Porto Velho. Na semana passada, um grupo de uma dezena de bandidos assaltou e roubou mais de 120 mil reais de uma empresa. Todos os criminosos estavam fortemente armados, sabiam o que iam enfrentar e realizaram o ataque com sucesso.

POLÍCIA NA RUA

Numa cidade onde enxergar um PM nas ruas à noite – a não ser para atender ocorrências já denunciadas – é quase um milagre, não existe prevenção e muito menos qualquer obstáculo para ações ousadas como as que já se registram em Porto Velho. Com a bandidagem chegando em peso, está na hora de começar a tratar policiamento da Capital com mais seriedade.
 

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Fonte: Sergio Pires  - [email protected]
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