Segunda-feira, 10 de agosto de 2015 - 14h37
O mais recente ciclo migratório rondoniense, o das usinas do Rio Madeira, inspirou a construção do espetáculo “Lete”, da Beradera Companhia de Teatro, junto com outros fatos históricos, como a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e o garimpo de cassiterita. Contada de forma irreverente, essa história levou milhares de espectadores rondonienses às apresentações da peça, que agora se prepara pra percorrer cinco estados brasileiros pelo Festival Amazônia das Artes.
De acordo com o diretor e dramaturgo do espetáculo, Rodrigo Vrech, o objetivo da peça é convidar o público a uma reflexão sobre os impactos que estes fatos causaram na constituição do estado de Rondônia, sua cultura e na sociedade local como um todo.
Rodrigo destaca que por onde o espetáculo já foi apresentado a recepção da plateia diante dos fatos é sempre muito positiva. “A compreensão do enredo engloba todas as faixas etárias: gente que nunca viu teatro, gente que já tem experiência no assunto, pessoas daqui, pessoas de fora”, afirma.
O espetáculo Lete é uma realização da Beradera Cia de Teatro, contemplada pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2012 para montagem cênica, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), com o apoio do Ministério da Cultura (Minc).
Para retratar a vida de uma população que vê a história da sua cidade transformada a partir da instalação de uma usina hidrelétrica, o elenco do espetáculo “Lete” buscou nas comunidades ribeirinhas, movimentos sociais e em bares de Porto Velho, histórias reais de quem sentiu na pele o processo de transformação histórica e cultural de uma sociedade a partir da construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira. O resultado dessa vivência poderá ser conferido no Festival Amazônia das Artes, promovido pelo Sesc, em cinco estados brasileiros a partir desta quarta-feira (12).
Cronograma de apresentações
12/08 - Macapá/AP;
14/08 - São Luiz/MA;
18/08 - Cuiabá/MT;
20/08 - Belém/PA;
22/08 - Teresina/PI.
Fonte: Folk Produções
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