Segunda-feira, 30 de março de 2026 - 08h15

O cinema rondoniense, que
atravessa um período produtivo com obras criadas graças a leis como Aldir Blanc
e Paulo Gustavo, conquista cada vez mais espaço no cenário nacional. Cinco
filmes de realizadores de Rondônia integram a programação da 11º edição do
Festival Pan-Amazônico de Cinema, o Amazônia FiDoc, reafirmando o estado com um
polo cinematográfico em ascensão.
A edição do festival deste ano
recebeu 1.200 filmes inscritos de toda a Amazônia Legal e de países da
Pan-Amazônia, sendo 59 obras selecionadas para a programação oficial do evento,
que acontece em Belém e em territórios ribeirinhos da região, de 28 de abril a
06 de maio.
Na mostra competitiva de
longas-metragens Rondônia será representada pelos documentários “Concerto de
Quintal”, dirigido por Juraci Júnior e “Como Matar um Rio”, dirigido
por Chicão Santos. Nos curtas-metragens, “Mucura”, de Fabiano Barros, “A
Ascensão da Cigarra”, dirigido por Ana Clara Ribeiro e na mostra “As
Amazonas do Cinema”, dedicada a obras dirigidas por mulheres, o filme “Beira”,
de Marcela Bonfim, completa a lista de obras rondonienses selecionadas.
“Um dos objetivos mais
importantes do festiva é construir pontes entre nós, realizadores da região
Amazônica. Nós precisamos nos ajudar, nos conhecer, nos fortalecer, sermos
parceiros”, enfatiza Ziehne de Castro, diretora do festival.
As produções selecionadas de
Rondônia foram viabilizadas por importantes políticas públicas de incentivo à
cultura, como a Lei Paulo Gustavo, executada em âmbito municipal e estadual,
além do edital Brasil com S, da Embratur.
A participação no Amazônia FiDoc
2026 amplia a visibilidade do cinema rondoniense no cenário nacional e
internacional, posicionando o estado como um dos polos mais ativos do
audiovisual amazônico contemporâneo.
Para Juraci Júnior, um dos
diretores selecionados para o Festival, o intercâmbio com outros artistas
amazônicos é essencial. “Nós estamos em um momento histórico e muito importante
para o cinema de Rondônia. Alcançar cada vez mais espaço, mostrar nossas obras
pelo Brasil e mundo é uma maneira de também situar nosso estado e reafirmar que
estamos vivos, atentos e contando nossas histórias”, finaliza.
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