Quinta-feira, 9 de outubro de 2025 - 11h20

Os bastidores do
trabalho no garimpo na Amazônia com seus perigos e peculiaridades são abordadas
no livro "O Caldeirão do Diabo - Contos Garimpeiros", do
multiartista Joesér Alvarez, que será lançado no dia 10 de outubro, durante o
projeto Cinema, Literatura e Direitos Humanos, no Campus UNIR.
Apesar de ter um conteúdo forte e direto, o livro é uma obra de valor artístico
e humano, ajudando a entender a vida difícil dos trabalhadores dos garimpos na
Amazônia, mostrando uma ficção literária inspirada em fatos vividos e ouvidos
pelo autor durante sua experiência como garimpeiro no rio Madeira nas décadas
de 80/90, utilizando por vezes de uma linguagem crua, similar a de escritores
brasileiros como Plínio Marcos e Graciliano Ramos, os quais também retrataram
as dores e desafios do povo comum. A classificação indicativa é para jovens com
mais de 16 anos, uma literatura de ficção que pode ser utilizada no ambiente escolar
como material de estudo, desde que haja acompanhamento de professores para
orientar a leitura e promover reflexões importantes.
Com esta obra o autor propõe dar visibilidade a essa classe de trabalhadores e
promover discussões relevantes sobre o tema, que embora seja comum na Amazônia,
ainda é pouco conhecido em seus pormenores. Durante o evento haverá
interpretação de trechos em Libras e sessão de autógrafos.
O Projeto foi contemplado no Edital n.º 03/2024 LPG – Demais Linguagens –
Bolsas Para Produção de Artes Integradas Rondoniense – Lei Paulo Gustavo
Sobre o autor: Joesér Alvarez é artista visual, cineasta e ativista
cultural. Atua com cinema, artes visuais e mídias digitais. É mestre em
Direitos Humanos pela UNIR/EMERON (2020) e possui especializações em Cinema
(Universidade Estácio de Sá), Jornalismo e Mídia (UNINTES), e Artes Visuais
(SENAC Cuiabá). Também é bacharel em História pela Universidade Federal de
Rondônia (UNIR). Com uma carreira dedicada a uma arte ligada à transformação
social, participou de conselhos de cultura em nível municipal e nacional entre
2010 e 2018. Seu trabalho aborda temas como artivismo, negritude, direitos dos
surdos e dos povos indígenas, meio ambiente e culturas digitais, tendo
dirigido, roteirizado e editado cerca de 40 filmes, exibidos em mais de 200
festivais no Brasil e no exterior. Recebeu 41 prêmios no audiovisual (sendo 33
internacionais), além de reconhecimentos em literatura e artes visuais,
incluindo o prêmio da UNESCO em Artes Digitais (2007). É autor de obras que
cruzam arte, memória e resistência na Amazônia.
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