Quarta-feira, 8 de julho de 2015 - 08h48
A equipe visitou o distrito de 3 a 5 de julho com o intuito de captar registros audiovisuais da população para compor a nova produção. O grupo já foi algumas vezes à localidade, dando início a ideia central da peça.
O diretor Rodrigo Vrech esteve na comunidade em dezembro de 2014 para realizar pesquisa para o texto da peça. “Conversei com moradores e o conteúdo foi essencial para moldar a forma que o trabalho ganhou. Essas entrevistas foram incluídas no texto do espetáculo”, afirma.
No mês de junho a Cia Beradera percorreu seis horas de barco pelo Rio Madeira, já que a comunidade só possui acesso por via fluvial para se reunir com Timaia Nunes, do Instituto Minhas Raízes, com quem firmou parceria para o trabalho.
Para retratar com mais vivacidade e levar elemento locais para as cenas do espetáculo, o diretor Rodrigo Vrech encomendou objetos de cena feitos de borracha, extraída das seringueiras da comunidade e outros elementos para composição do cenário. “Também conversamos com Sr. Artêmis, o mais antigo professor da comunidade que ainda está vivo e um dos precursores dos eventos folclóricos na região”, ressalta.
O espetáculo “Saga Beradera” entrará em cartaz no mês de setembro, em Porto Velho, de forma gratuita e será apresentado também no distrito, onde a companhia de teatro realizará uma oficina de teatro e na comunidade São Sebastião.
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Sinopse
Arigó (Elizeu Braga) vive no Distrito de Nazaré há muito tempo e com a cheia do Rio Madeira fica dois meses sem contato com familiares, sem telefone e abrigado, junto com outros populares, dentro de uma escola. Seu neto (Cláudio Zarco) que vive em São Paulo, mas nasceu na comunidade tenta entrar em contato com o avô e fica sabendo que ele está doente em situação de depressiva, pois diante dos acontecimentos foi levado para o Pronto-socorro João Paulo II, em Porto Velho.
O neto resolve vir para Porto Velho encontrar o avô e leva-lo para morar em São Paulo, acompanhado da esposa Urbana (Andressa Silva), que é o ponto de vista preconceituoso, o olhar estrangeiro sobre o ribeirinho.
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