Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 - 15h07
Equipes de Saúde do município e do estado estiveram reunidas na manhã desta sexta-feira (11/02), no Hotel Rondon, para discussão de um projeto de prevenção da dengue na rede escolar de Porto Velho que está sendo montado por uma subcomissão de educação, comunicação e mobilização social, formada por representantes das secretarias municipais de Saúde (Semusa) e Educação (Semed), agência estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), secretaria de estado da Educação (Seduc) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Segundo Maria Arlete Sanchez, da Agevisa, a proposta é envolver toda a comunidade escolar para a eliminação dos possíveis criadouros, do mosquito Aedes Aegypti, nas unidades e estender a ação às suas respectivas comunidades. “É preciso envolver os alunos e professores nesta ação. A participação deles é fundamental para minimizar o quadro da doença na cidade. a pretensão é envolver principalmente as crianças neste combate. Estimulando-as e orientando-as sobre a prevenção teremos agentes mirins multiplicadores que farão a diferença nesta luta. Eles se tornarão fiscais na escola e na comunidade onde vivem”, explicou.
Rute Bessa, da Semusa, destacou que o município iniciou estratégia similar com o lançamento da carteirinha dos agentes mirins, na escola Maria Isaura. “Vai ser a primeira unidade a experimentar esta inclusão das crianças nesta luta, já foi possível sentir que a atividade com elas será bem interessante, já que na faixa etária que elas se encontram, costumam ser mais ativas e participativas”, disse Bessa.
Noeme Conceição, também da Semusa, reforçou que a primeira ação na escola, que envolveu além do lançamento da carteirinha, inspeções na escola para detecção dos criadouros, recolhimento de pneus para o Ecoponto e pit stop com entrega de material informativo a condutores de veículos e transeuntes, deu resultados positivos. “As crianças estão super animadas e pudemos verificar que através das palestras e seminários que a Semed e Semusa costumam realizar nas unidades escolares, muitos deles já se mobilizam em suas casas para a prevenção. Alguns deles já sabiam na ponta da língua que tipos de locais o mosquito põe seus ovos e o que fazer para eliminar estes lugares, com o desenvolvimento deste projeto, o que fazemos será reforçado e os resultados serão ainda melhores” declarou.
Lidiane Pereira da Agevisa destacou que ainda há resistência da comunidade na participação efetiva neste processo de prevenção. “É preciso insistir, pois é uma questão social. O assunto é amplamente exposto, mas mesmo assim precisamos persistir para que a comunidade tampe as caixas d’agua, que não deixei garrafas abandonadas de cabeça para cima, acumulando água, que coloque areia nos pratinhos das plantas e etc. O trabalho com estas crianças é essencial, pois com a adesão de toda a comunidade escolar poderemos ultrapassar os muros da escola até as residências que é o foco principal”, disse Lidiane.
Estratégias
A subcomissão propôs maior participação das unidades de saúde da família neste processo. Para isto como uma primeira etapa do projeto irá delimitar a área de abrangência de cada equipe de saúde da Família; localizar as escolas desta área; realizar cobertura destas unidades; designar um agente comunitário de saúde para trabalhar em conjunto com um agente de saúde escolar, sendo observados e orientados por um agente de controle de endemias; montar equipes de agentes mirins em cada sala de aula, eleitos pelos próprios alunos que ficarão responsáveis pela prevenção na escola; Os agentes comunitários farão inspeções rotineiras em companhia de alunos e professores; haverá o planejamento de palestras e reuniões nas escolas com distribuição de material educativo.
Numa outra etapa está uma proposta de trabalhar a coleta seletiva do lixo nas escolas, cronograma de retirada de entulhos em torno nas escolas
Certificação
As escolas participantes que se mantiverem livres dos criadouros receberão um selo de qualidade e os alunos serão premiados. O projeto poderá ser estendido para os demais municípios do estado.
Fonte: Meiry Santos
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