Quarta-feira, 5 de novembro de 2025 - 09h23

A Escola Livre de Arte e Cultura
Diversidade Amazônica realizou a formação de 50 alunos na oficina de produção
do vídeo documentário “Vídeo Amazônico: Contando Histórias da Floresta”, em
Rondônia. O curso abordou todas as etapas do audiovisual, com foco na
valorização da cultura amazônica e na preservação do meio ambiente.
A capacitação, com 20 horas de
duração, reuniu 25 participantes de Vilhena e 25 da Comunidade Quilombola de
Santa Cruz, em Pimenteiras do Oeste, e foi realizada entre março e abril de
2025. As aulas incluíram teoria e prática, e contou com interpretação em Libras
e recursos de acessibilidade, garantindo certificado aos concluintes.
Também foram realizadas duas palestras que abordaram a importância da
valorização da cultura amazônica e da preservação das tradições ancestrais,
reforçando a arte como símbolo de resistência, identidade e transformação
social. As atividades formativas foram conduzidas pela ativista cultural e
palestrante Nívea Louise e pela remanescente quilombola Izabel Mendes, que
compartilharam conhecimentos, experiências e perspectivas sobre a força das
raízes culturais na vida das comunidades amazônicas.
Segundo a coordenadora da Escola
Livre Diversidade Amazônica, Andréia Machado, a iniciativa proporcionou aos
alunos a oportunidade de transformar suas vivências em narrativas audiovisuais.
“Ensinar todas as etapas da produção de um documentário — da ideia à edição final — foi fundamental para que cada participante pudesse contar sua própria história. Buscamos fortalecer a identidade quilombola e as tradições amazônicas, ao mesmo tempo que desenvolvemos habilidades técnicas. Parabéns a todos os participantes”, disse Andréia Machado.

O curso integra o projeto da Escola Livre de Arte e Cultura Diversidade Amazônica, selecionado pelo Edital Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura – Programa Olhos d’Água, do Ministério da Cultura. A iniciativa prevê ações formativas em diversas linguagens artísticas em escolas públicas e instituições comunitárias de Vilhena e Santa Cruz.
A oficina foi ministrada pelo fotógrafo e produtor audiovisual premiado Washington Kuipers, que ressalta o impacto do projeto na formação crítica dos jovens.
“Mais do que dominar a técnica, é importante desenvolver o olhar sensível sobre o território e suas narrativas. O documentário é uma ferramenta poderosa para dar visibilidade às realidades locais”, afirmou.
Coordenada pela Associação Cultural Diversidade Amazônica (ACEMDA), a Escola Livre integra a Rede Nacional de Escolas Livres, que reúne 68 organizações da sociedade civil em todo o país para democratizar o acesso à arte e à cultura.
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