Sexta-feira, 13 de junho de 2025 - 15h03

A III
Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena (Maloca 2025) chegou ao fim na
quarta-feira (11), consolidando-se como um dos maiores encontros de valorização
da cultura indígena no ambiente escolar da Região Norte. A programação encerrou
no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). A mostra foi promovida
pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc),
e reuniu cerca de 170 participantes de 34 escolas indígenas da Rede Estadual de
Ensino, representando 30 etnias diferentes.

Durante
três dias, de 9 a 11 de junho, estudantes, dirigentes e chefes de delegação das
etnias Kaxarari, Suruí, Cinta Larga, Oro Nao, Oro Waram Xijein, Oro Mon, Oro
Waram, Oro Jowin, Aikanã, Mamaindê, Tawandê, Sabanê, Negarotê, Arara, Gavião,
Zoró, Kanoe, Tupari, Aruá, Karipuna, Uru Eu Wau Wau, Karitiana, Amondawa,
Wajuru, Jaboti, Kampé, Arikapú, Kwazá, Makurap e Puruborá, estiveram imersos em
uma vasta programação. As atividades incluíram apresentações artísticas mistas,
abrangendo música, dança, teatro, arte livre e a exibição de filmes produzidos
pelos próprios alunos/artistas, proporcionando um palco vibrante para a
expressão de suas identidades.
O
último dia da Maloca 2025 foi dedicado à educação e ao patrimônio histórico.
Pela manhã, os participantes visitaram a Universidade Federal de Rondônia
(Unir) para uma atividade pedagógica guiada. A programação na Unir contou com
uma exposição de Arqueologia e visitas às coleções de Ictiofauna, Mastozoologia
e Botânica, oferecendo um mergulho no conhecimento científico e na rica
biodiversidade da região.
O
encerramento da mostra foi marcado por uma visita guiada à Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré (EFMM) e seu museu. Os estudantes também exploraram o Cemitério
da Candelária & Cemitério das Locomotivas e o Hospital da Candelária,
aprofundando-se na história e memória de Rondônia. A Maloca 2025 foi finalizada
com apresentações de danças tradicionais, selando a celebração da cultura
indígena.
O
governador de Rondônia, Marcos Rocha, celebrou o sucesso da terceira edição da
Maloca. “A Maloca fortaleceu o intercâmbio cultural entre as comunidades
indígenas e promoveu o reconhecimento da diversidade étnica presente no
estado”, afirmou.
UM ESPAÇO DE INTERCÂMBIO

A
secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Pacini, enfatizou a importância da
Mostra. “Mais que um evento artístico, a mostra foi um espaço de intercâmbio
entre os povos e saberes indígenas”, declarou. Ela ressaltou que “Eventos como
a Maloca fortalecem a identidade, valorizam a memória ancestral e reafirmam o
compromisso da escola com uma educação plural, inclusiva e comprometida com os
direitos dos povos originários”.
A
gerente de arte e cultura da Seduc, Sabrynne Sena destacou que a Mostra foi
essencial para que os estudantes indígenas expressassem suas identidades e
fortalecessem suas tradições. “Todas as produções foram de temática livre, mas
voltadas à valorização da memória, dos saberes ancestrais e da cultura indígena
como parte fundamental da formação dos jovens”, explicou.
Para
o gerente de Educação Escolar Indígena, Quilombola e Campo (GEEIQC), Antônio
Puruburá, a Maloca também representou uma oportunidade para a sociedade
rondoniense conhecer de perto a riqueza, a diversidade e a resistência dos
povos originários do estado. “Ações como essas promovem reconhecimento e
valorização das culturas milenares”, opinou.
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