Segunda-feira, 16 de julho de 2012 - 14h24

Depois das apresentações dos dias 1 e 8, que lotaram o anfiteatro, o público da última apresentação de “Cabaret, paródia do amor romântico” mostrou que o espaço, com capacidade para mais de 5 mil pessoas, ficou pequeno. Famílias inteiras dividiram os gramados laterais, parte do palco e escadarias e outros assistiram de pé. Tudo para não perder a última apresentação do musical, realizado no domingo (15).
Dona Lucimar, de 60 anos, que estava entusiasmada para assistir o espetáculo, encontrou um lugar no gramado. “Eu nunca vi teatro aqui em Porto Velho e estou gostando de tudo. Está tudo muito bom”, diz a aposentada.
Para Telma de Jesus, espectadora que acompanhou duas apresentações da temporada, o espetáculo está aprovado. “Vim duas vezes e só não venho mais porque já acabou. Cheguei há pouco tempo em Porto Velho e é a primeira peça que vi aqui. Tanto a peça quanto os atores são muito bons. Eu mesma trouxe minha irmã, minha prima e cunhado. Indiquei durante a semana porque realmente é uma peça de teatro para ser assistida várias vezes”, completa.
Uma das novidades que a Cia Anômade trouxe com o Cabaret foi a tradução simultânea do musical para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), através do trabalho do fonoaudiólogo e intérprete Marcos Grutzmacher. A iniciativa agradou a comunidade surda. O surdo Emanuel Gurgel, vice-presidente da Associação dos Surdos de Porto Velho, ficou entusiasmado e ressalta a importância da acessibilidade. “Eu amo teatro e nessa peça eles têm uma expressão muito boa e clara, a comédia foi muito legal. Nós surdos adoramos tudo isso, mas é muito importante que tenha um intérprete junto para que a gente possa entender toda a dinâmica. Eu já assisti outra peça sem intérprete, mas eu não sabia o que eles estavam falando”.
Jória Lima, diretora, produtora e roteirista do espetáculo enfatiza que Porto Velho é carente de eventos culturais. “A população que não tem condições de sair da cidade nos fins de semana também precisa de opções de lazer para se distrair com a família e amigos”, afirma. A diretora diz ainda que o público de Porto Velho é maravilhoso e o governo precisa garantir o que a Constituição já assegura, que é o acesso à cultura e o lazer.
A temporada fez parte do projeto Teatro em Cartaz do SESC Rondônia e contou com o apoio da Fundação Iaripuna.
“Cabaret, paródia do amor romântico” foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) através do edital Prêmio Funarte Artes na Rua (Circo, Dança e Teatro) 2011, com o apoio do Ministério da Cultura.
A direção e o roteiro são de Jória Lima, assistência de direção de Alexandre Lemos, fotografia de Bill Marques, direção musical de Sandro Bacelar, preparação vocal de Marcos Grutzmacher, maquiagem e figurino de Polyana Alves e comunicação e marketing de Folk Produções.
Fonte: Folk Produções
Foto: Rafael Vieira
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