Quinta-feira, 14 de maio de 2026 - 14h40

Observatório
da Indústria de Rondônia divulga dados da balança comercial do mês de abril de
2026, o estudo resulta de um monitoramento mensal do comércio exterior
realizado com o objetivo de mapear fluxos comerciais, identificar oportunidades
de diversificação e transformar dados em inteligência de mercado, a fim de
apoiar a tomada de decisão de empresários e gestores públicos, ampliando a
capacidade de planejamento e fortalecendo a inserção de Rondônia no cenário
econômico global.
A análise
dos dados da balança comercial referente a abril, mostra um saldo positivo de
US$ 216,8 milhões. Embora o estado mantenha uma posição sólida como o 13º maior
exportador do país, o relatório destaca uma mudança significativa no ritmo das
trocas comerciais.
As
exportações rondonienses totalizaram US$ 438,5 milhões no mês, registrando um
crescimento de 4,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A força do
agronegócio continua sendo o pilar desse desempenho, com a soja e a carne
representando 95,5% de toda a pauta exportadora. A soja liderou as vendas com
US$ 271,7 milhões, seguida pela carne com US$ 147,3 milhões. Entre os destinos,
a China segue como principal parceiro, absorvendo 27,3% das exportações,
enquanto mercados como México, Argélia e Turquia ganharam relevância, indicando
uma expansão estratégica para o Oriente Médio e Norte da África.
Por outro
lado, o dado mais impressionante do relatório é a aceleração das importações,
que atingiram US$ 221,7 milhões em abril. Esse valor representa um salto de
37,8% em relação a abril de 2025, um ritmo de crescimento quase oito vezes
superior ao das exportações no mesmo período. No acumulado de janeiro a abril,
as compras externas dispararam 78,2%, somando US$ 1 bilhão. Esse movimento
reduziu proporcionalmente o saldo comercial acumulado para US$ 345,9 milhões.
O
relatório detalha que os adubos e fertilizantes continuam sendo o principal
item importado, totalizando US$ 49 milhões, o que reflete a expansão da
atividade agrícola. Além disso, houve um destaque para a importação escritural
de leite e laticínios oriundos da Argentina, que somaram US$ 21,6 milhões. A
China também lidera as origens das importações para o estado, respondendo por
36,7% do total.
O estudo
do Observatório aponta que, embora o superávit seja expressivo e o agronegócio
demonstre alta competitividade internacional, existem gargalos estruturais
preocupantes. A forte dependência de apenas duas commodities e a necessidade
crítica de insumos estrangeiros deixam a economia estadual vulnerável a
oscilações de preços internacionais, mudanças climáticas e barreiras
sanitárias. A análise conclui que há uma baixa diversificação da pauta e pouca
agregação de valor industrial nos produtos exportados por Rondônia.
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