Segunda-feira, 24 de março de 2025 - 17h25

Na última semana, em Brasília (DF), aproveitando a
presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski,
na reunião do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações
Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o 1º vice-presidente da
Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER), Cícero
Alves de Noronha Filho, abordou a retirada das bases militares dos rios da
Amazônia nos últimos 25 anos. A ação, conforme pontuou
Noronha, resultou no aumento significativo da criminalidade na
região, que possui uma extensa faixa de fronteiras com outros países da América
do Sul.
Ao ser abordado, o ministro disse que as
fronteiras são um “calcanhar de Aquiles. “A fronteira da Bolívia com o
Brasil é maior do que a do México com os Estados Unidos” explicou,
acrescentando que estão sendo escolhidos locais para atuar com todas as
polícias.
O ministro Lewandowski admitiu que, de uma
forma geral, a questão da segurança pública é um dos principais problemas do
país, mas que precisa ser enfrentada conjuntamente: “O artigo 144 da
Constituição Federal diz que a segurança pública é dever do Estado, mas
responsabilidade de todos”. Para Lewandowski, a segurança não é um problema
brasileiro, mas internacional e mudou de natureza nos últimos 20 anos “passando
de local para nacional e transnacional”.
Questionado pelos participantes do encontro sobre a
Ficha Limpa, o magistrado explicou que ela está mais voltada para a corrupção
do que para a criminalidade. Sobre os contrabandos, ele disse que estão
“aumentando a segurança nas fronteiras, aumentando a pena de receptação”, mas
ressalvou que muitos comerciantes do Brasil compram de contrabando, “então é um
trabalho conjunto”.
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