Segunda-feira, 24 de novembro de 2025 - 20h59

Durante o
evento nacional realizado no Hotel
Tivoli Mofarrej, em São Paulo, a ASSIMPI (Associação Nacional
dos SIMPIs) e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de
Pequeno Porte anunciaram hoje o lançamento do “Gestão MEI”, programa que vai beneficiar,
em um ano, 1,2 milhão
de microempreendedores individuais (MEIs) em todo o
Brasil. O anúncio, feito diante de lideranças empresariais e representantes do
setor produtivo, marcou a oficialização do Acordo de Cooperação Técnica nº
06/2025, que estabelece um pacote inédito de concessões gratuitas, incluindo
software de gestão, emissor de notas fiscais eletrônicas e a oferta mensal de
até 100 mil
certificados digitais e-CNPJ A1, consolidando a maior ação
coordenada de formalização e modernização já voltada ao empreendedor
brasileiro.
O lançamento do “Gestão MEI” ocorre em um momento em que o país
convive com aproximadamente 20
milhões de negócios operando na informalidade. Mesmo entre os
formalizados, muitos enfrentam dificuldades que comprometem sua competitividade
e sustentabilidade. A falta de ferramentas acessíveis de gestão financeira
dificulta o controle de fluxo de caixa e a geração de relatórios; os custos de
tecnologia digital afastam os pequenos negócios de soluções essenciais; e a
certificação digital, indispensável para emissão fiscal e operações oficiais,
continua sendo uma das barreiras mais onerosas para quem está iniciando ou se
formalizando.
O “Gestão MEI” foi desenhado exatamente para enfrentar esses
entraves. O programa oferece acesso
gratuito a um sistema completo de gestão, que organiza fluxo de
caixa, relatórios administrativos e emissão de notas fiscais eletrônicas em uma
plataforma integrada ao Portal do Empreendedor, permitindo que o MEI tenha
estrutura gerencial semelhante à de empresas maiores. Além disso, a concessão
mensal de até 100 mil
certificados digitais gratuitos elimina um dos custos mais
pesados e recorrentes para quem precisa emitir documentos oficiais, participar
de licitações ou operar com mais segurança financeira. Com isso, o programa
remove de forma ampla os principais entraves que historicamente impediram
milhões de brasileiros de se formalizar ou de gerir seus negócios com
eficiência.
Para trabalhadores ainda na informalidade, o “Gestão MEI”
representa uma oportunidade concreta de entrada no mercado formal, sem a
barreira de custos que normalmente desestimulam a regularização. Para os MEIs
já constituídos, significa acesso real à profissionalização, competitividade e
modernização, fortalecendo a base produtiva nacional.
Durante o evento, o presidente da ASSIMPI, Joseph Couri, afirmou
que o programa inaugura “uma nova etapa de democratização do acesso à
tecnologia, permitindo que o microempreendedor atue com organização, segurança
e eficiência”. Ele ressaltou que “as ferramentas e os serviços que antes eram
caros e inacessíveis agora passam a ser gratuitos, simples e disponíveis em
escala nacional”.
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, destacou
durante o evento a equiparação histórica das condições de financiamento para os
pequenos negócios urbanos, com acesso a taxas de crédito similares às
concedidas ao agronegócio. “Pela primeira vez na história do Brasil, o
empreendedor urbano passa a ter acesso a crédito com juros de 4,4% ao ano, sem
a incidência da Selic — exatamente como já acontece no setor do agronegócio,
que opera a 4,0%. Esse avanço corrige uma desigualdade histórica e oferece ao
pequeno negócio urbano as mesmas condições de financiamento já praticadas em
outras áreas estratégicas da economia. E é justamente por isso que esses
empreendedores precisam de proteção, de crédito, de recursos — e de dinheiro
mais barato. Cada vez mais barato.”, disse o ministro.
A implantação das 400
Delegacias SIMPI, também anunciada durante o evento, reforça a
capilaridade do programa “Gestão MEI”, oferecendo atendimento e orientação
presencial em todas as regiões do país, desde apoio à formalização até suporte
no uso das ferramentas digitais disponibilizadas pelo programa.
Com o início imediato das ações previstas no acordo, o Brasil dá
um passo histórico no fortalecimento do microempreendedorismo, unindo
tecnologia gratuita, suporte institucional, redução de custos e políticas
públicas estruturadas que ampliam a formalização e modernizam a maior base
empreendedora do país.
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