Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 - 16h09

A Reforma
Tributária do Consumo começa a sair do papel a partir de 2026 e vai mudar, de
forma gradual, a maneira como os impostos sobre produtos e serviços são
cobrados no Brasil.
Para
os micro e pequenos negócios de Rondônia, o momento é de atenção e preparação.
As novas regras estão previstas na Emenda Constitucional nº 132/2023 e
na Lei Complementar nº 214/2025 e têm como principal
objetivo simplificar o sistema tributário e tornar a cobrança mais clara.
Na
prática, a reforma substitui vários impostos atuais por dois tributos
principais. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um
imposto federal, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) reunirá
os tributos estaduais e municipais. Esses dois impostos formam o chamado
Imposto sobre Valor Agregado dual, um modelo que busca evitar a cobrança em
cascata e permitir que as empresas aproveitem créditos dos impostos pagos ao
longo da cadeia produtiva.
Transição
será gradual até 2033
A mudança
não acontece de uma vez. A transição será feita entre 2026 e 2033.
Nos primeiros anos, os novos impostos entram com alíquotas reduzidas,
funcionando como um período de adaptação.
Ao longo
do tempo, tributos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), o Imposto Sobre Serviços (ISS), o Programa de Integração Social (PIS) e
a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) serão
gradualmente substituídos pelo novo modelo.
Para os
pequenos negócios, uma das principais mudanças está na forma de recolhimento
dos impostos. Com a reforma, o imposto passa a ser cobrado no local onde o
produto ou serviço é consumido. Além disso, em pagamentos feitos por meios
eletrônicos, parte do imposto poderá ser recolhida automaticamente no momento
da venda, o que exige mais cuidado com o controle do fluxo de caixa.
Simples
Nacional é mantido, com ajustes
O Simples
Nacional foi mantido e continua sendo uma alternativa importante para
micro e pequenas empresas. No entanto, os empreendedores poderão escolher a
forma mais vantajosa de recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a
Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de acordo com o perfil do negócio.
Os demais
tributos permanecem sendo pagos dentro do Simples Nacional. Já o
Microempreendedor Individual (MEI) segue com regras simplificadas, mas passa a
ter a obrigatoriedade de emitir nota fiscal em todas as operações a partir de
2027.
A reforma
também prevê tratamento diferenciado para alguns setores, com redução ou
isenção de impostos em áreas como produtos da cesta básica, saúde, educação,
atividades agropecuárias e produções culturais, jornalísticas e audiovisuais
nacionais. Em contrapartida, produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao
meio ambiente passam a ser tributados pelo Imposto Seletivo (IS).
Diante
desse cenário, o Sebrae em Rondônia orienta que os empreendedores busquem se
informar, organizem melhor o fluxo de caixa, revisem seus processos e fiquem
atentos às mudanças na emissão de notas fiscais.
Palestras
e capacitações apoiam adaptação às novas regras
Para
apoiar esse processo, a instituição está iniciando palestras de sensibilização
e esclarecimento sobre a Reforma Tributária do Consumo, conduzidas por
especialistas na área, com foco nos impactos práticos para os pequenos
negócios, cuja programação pode ser encontrada no sebrae.ro/loja.
A
preparação antecipada é fundamental para atravessar o período de transição com
mais segurança e aproveitar as oportunidades que a nova sistemática pode
trazer. Além das palestras, o Sebrae oferece orientações, capacitações e
consultorias para auxiliar os empreendedores na compreensão das novas regras e
na adaptação ao novo modelo tributário, contribuindo para o fortalecimento dos
pequenos negócios em Rondônia.
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