Sexta-feira, 29 de setembro de 2023 - 12h00

A
Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) acompanha a tramitação
por parte da Câmara dos Deputados do Projeto de Lei que incentiva o uso de
combustíveis sustentáveis no setor de transportes, como o diesel verde e
aumento no teor de etanol na gasolina (PL 4516/23). Denominado como projeto do
Combustível do Futuro, a matéria está baseada em seis diretrizes. Uma delas
contempla a criação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação
e outra que merece destaque, é com relação a captura e armazenamento de dióxido
de carbono (CO2).
Dentro do
propósito do Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV), até 2037, será
estabelecida a cada ano a participação mínima obrigatória de diesel verde, no
diesel fóssil. O objetivo da inclusão desta matéria ao texto do PL, é fomentar
a pesquisa, produção e comercialização do produto, na matriz energética
brasileira.
Com isso
espera-se uma significativa redução das emissões de carbono provenientes,
sobretudo, dos veículos pesados, promovendo a transição de fontes poluentes por
outras mais limpas e renováveis. O Diesel Verde é produzido por meio de um
processo de transformação de diferentes matérias-primas renováveis, como
gorduras de origem vegetal e animal, cana-de-açúcar, etanol, resíduos e outras
biomassas, em um combustível de baixa emissão de carbono. O resultado é um
combustível altamente eficiente com emissão de CO2 significativamente menor.
Pauta da
FIERO, essas mudanças servirão como forma de atrair investimentos que
permitirão um protagonismo brasileiro no setor energético e de biocombustíveis.
O presidente Marcelo Thomé acredita que a aprovação do PL pode resultar num
passo crucial em direção à transição energética da matriz de transporte, criar
oportunidades para o crescimento econômico, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento
de tecnologias verdes e a gerar empregos no segmento de biocombustíveis.
Pioneirismo
da Indústria
Thomé
reforça que o setor produtivo assumiu há bastante tempo, a responsabilidade de
estimular a implementação de compromissos climáticos e que tem sido prioridade
em diversos segmentos da indústria. “São ações de destaque em direção a uma
economia de baixo carbono baseada nos pilares propostos pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) e Instituto Amazônia+21, que são: a transição
energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal”,
afirma.
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