Terça-feira, 28 de abril de 2026 - 08h20

Especialistas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia
e Pernambuco, em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF), realizaram na última semana o primeiro teste presencial de um
sistema de inteligência artificial (IA) para gestão de grandes paradas na Usina
Hidrelétrica Santo Antônio. O grupo aplicou em campo uma solução digital que
organiza os períodos de manutenção das turbinas, unindo a expertise técnica
regional e a experiência em tecnologia da informação.
A cooperação entre as instituições é fruto de uma parceria entre o SENAI-RO,
por meio da gerência de Soluções em Tecnologia e Inovação (STI) e a UFJF,
firmado no ano passado, que busca modernizar processos que garantem a
continuidade da produção de eletricidade no estado de forma sistêmica e segura.
O desenvolvimento da ferramenta de IA ocorre por frentes coordenadas,
onde o SENAI assume a criação da interface visual e do painel de controle
utilizado pelos operadores. Em paralelo, a universidade mineira fornece a
lógica dos algoritmos de otimização. Durante o encontro na usina, as equipes
integraram essas partes, permitindo que os engenheiros locais visualizassem o
funcionamento do sistema em tempo real. Essa união de competências permite
transformar dados até então armazenados em planilhas de excel em informações
visuais simples para a tomada de decisão.
A equipe técnica contou com a participação da pesquisadora do SENAI-RO,
Renata Vilas Bôas, além dos representantes do SENAI-PE: o coordenador técnico
de TI, Bruno Santos, o consultor técnico, Lucas Floriano e a gestora de
projetos, Natália Barbosa. Pela UFJF, estiveram presentes o professor e
coordenador André Marcato e o pesquisador Vinicius Teixeira. Representando a
Santo Antônio Energia, participaram o engenheiro João Alisson Reis e o
coordenador Pedro Dominguete. Esse intercâmbio entre especialistas de
diferentes estados assegura que o sistema atenda aos rigorosos critérios de
segurança e produtividade exigidos.
Segundo Renata Vilas Boas, os próximos passos envolvem o refinamento dos
cálculos e da parte visual com base nas observações colhidas no canteiro de
obras. “As melhorias propostas pelos técnicos serão inseridas no software para
elevar a precisão das previsões de reparos. O propósito é estabelecer um método
de gestão que transforme o planejamento das manutenções em um processo fluido,
permitindo que a usina possa operar com sua capacidade máxima aproveitando
melhor todas as Unidade Geradoras (Turbinas), garantindo a eficiência
energética”, informou.
Ao final da agenda, a comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco
visitou a Casa da Indústria para conhecer o Observatório. No local, o gerente
Igo Ribeiro fez um resumo de um estudo sobre a ferrovia bioceânica e seus
impactos logísticos. A análise aponta que a nova rota ferroviária trará ganhos
de competitividade para a produção rondoniense, uma vez que o menor tempo de
viagem até os países da Ásia reduz os custos de exportação e favorece o
desenvolvimento regional.
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