Segunda-feira, 12 de maio de 2014 - 13h55
Aprender matemática em um instrumento utilizado por cegos pode parecer um grande desafio, e é no curso de soroban realizado até o dia 17 deste mês no Centro de Apoio Pedagógico, em Porto Velho, que professores de salas de recursos desmistificam esse conceito. Em uma turma de aproximadamente 15 pessoas, os educadores estudam através de técnicas e práticas as operações básicas, como adição, subtração, multiplicação e divisão.
A professora do curso, Joana Darc, explica que o curso tem duração de 40 horas e é destinado aos professores da educação inclusiva, que reúnem em um pequeno grupo devido à peculiaridade do instrumento. “É necessário que tenha uma atenção maior para este curso. Poderia ter uma turma de 30, 40 alunos, mas o resultado não seria tão eficaz”, lembra.
Neste ano, o curso começou a utilizar a metodologia do menor valor relativo, que compreende nas posições dos algarismos, o que a professora acredita que quando for repassado para o aluno, o aprendizado será mais rápido.
Mesmo o curso sendo para educadores, Joana ressalta que há pais de alunos com deficiência visual que participam para saber lidar com esse tipo de desafio. “Tem uma mãe na nossa turma que está se preparando com este curso porque irá adotar uma criança cega em breve”, conta.
A maior dificuldade identificada por Joana nos professores durante o curso é a experiência com o desconhecido soroban, até então. “Eles não conhecem como utiliza, o que fazer e acaba sendo uma dificuldade”, declara a professora, que enfatiza sobre os resultados conferidos durante as aulas. “Não é preciso chegar ao fim do curso para a gente ver os efeitos dele, antes mesmo é possível ver as evoluções dos alunos”, diz.
O curso de soroban acontece até dia 17 de maio, das 8h às 11h30, no Centro Pedagógico, na Rua Paulo Leal, na capital.
Fonte
Texto: Halex Frederic - Assessoria Seduc
Fotos: Quintela
Decom - Governo de Rondônia
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