Segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 - 20h40

Belém, pequena cidade localizada entre vinhedos e olivais, na Judéia, viu nascer, em tempos imemoriais, o grande rei David, o ungido do Senhor, que recebeu mesmo, segundo as Sagradas Escrituras muitos dons, como o da música, da poesia e dos salmos.
A este mesmo local, séculos mais tarde, haveriam de chegar dois descendentes de sua real estirpe, Maria e José, a fim de cumprirem as exigências do imperador César Augusto. Ordenou ele o primeiro recenseamento do Império Romano, impondo a todo chefe de família ir alistar-se em sua cidade de origem. Maria, prestes a dar à luz, acompanhou José em penoso percurso desde Nazaré, sobre um burrico. Lá chegando, devido ao grande acúmulo de viandantes, não encontraram hospedagem e, batendo de porta em porta, ninguém lhes deu abrigo. Maria pressentia que o nascimento de seu Filho estava próximo. Era noite, fazia frio. Foi-lhes então indicada uma gruta transformada em estábulo, onde jamais entrara um raio de sol. À luz de uma lanterna, o casal viu que tudo estava asseado. De um lado notava-se uma vaquinha, a que se juntou o burrico, e de outro uma manjedoura. Estava assim composto o cenário para o maior acontecimento da História, o nascimento do Menino-Deus, o Rei dos Reis.
Quanta lição nos é transmitida nesta singela e ao mesmo tempo grandiosa narrativa! E é com o espírito elevado aos céus, e de joelhos diante da representação da mesma cena, o Santo Presépio, que rogo à Sagrada Família - Jesus, Maria e José – esteja neste Natal presente no coração de cada brasileiro, especialmente dos monarquistas, para que se beneficiem das mesmas graças daquela noite esplendorosa. E que a Luz do Menino Jesus, durante 2015, ilumine os nossos passos na caminhada determinada e sempre confiante que é o dever de todo cristão, ainda quando em tempos adversos.
Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
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