Terça-feira, 28 de abril de 2026 - 11h30

O ex-governador Zema, trombou
com o STF e “ficou na vantage” como ocorre nos causos mineiros. Sem citar
nomes, fala simples, Zema usou fantoches nas redes sociais para satirizar o
envolvimento de ministros no caso Master/Vorcaro. Gilmar se sentiu ofendido e reagiu
bem acima do tom. Além de brandir os recursos judiciais optou por esgrimir com
grosseria debochando do jeito e linguajar mineiro do Zema. Grosseria e deboche contra
sátira? Gilmar infeliz e arrogante na escolha, sentiu o petardo de volta e tanto
que até pediu desculpas pelo crime homofóbico ao atacar Zema. Na tréplica Zema abandounou
seus fantoches, o humor e ainda usando o seu “dialeto armou o canhão de pão de
queijo e disparou nominando quem vestiu a carapuça várias perguntas
irrespondíveis. Zema está surfando no marketing que ganhou gratuito contra alguém
que não tem nem telhado de vidro para se proteger. Aí o atento Zé de Nana não perdoou: “Ara... ficou
facin, pro Zema num foi não?”
1.1- Se o problema é o vernáculo...

Poesia é essencial nesta
quadra brazuka com estultícies saindo pelos microfones e câmeras. De Bilac: “Última
flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo, esplendor e sepultura” e paro aqui
por economia de dicionário. Verborragia e pedantismo por parte do Gilmar e logorreia
por parte do progênito do Virgulino, foi o que rolou no périplo televisivo
Anti-Zema do Gilmar e na fala de Lula na Embrapa -Cerrados. Empolgado Lula falou
sobre quererem convencer a sociedade com inverdades, mentiras e ataques pessoais a pessoas (sic).
Pegou corda e danou-se querendo desmascarar os mentirosos do Brasil e oferecendo
como sugestão deixá-los nus frente às câmeras. Pensei o que fazer para reduzir
impacto dos peladões brazukas. Lembrei do filósofo Diógenes da escola cínica que
usava um barril à guiza de roupa e Chaves da TV naquele barril. Como Lula mente
até quando respira, encontrei o look apropriado. Cá prá nós, Lula num barril de
cachaça tem tudo a ver. Né não?
1.1- O caos para a cura do caos

O ardil, a conspiração e até
a traição na política fazem parte da luta política. Gosto da ideia do estado
democrático de direito que limita e legitima pelo voto o poder estatal,
livrando a sociedade do caos e barbárie.
Pelo menos na teoria. É estranho por óbvio, que o único poder que não recebe legitimação direta do voto se
arvore a ditar ao povo regras do que fazer ou como fazer. Não lhe cabe. O nosso
modelo político tem a constituição como o único pilar. Leis gerais, objetivas e impositivas determinam três
premissas: o coletivo é maior que o
indivíduo, ninguém está acima da lei e a lei é igual para todos. A arenga
é por conta do rolo no STF que desbordou e chegou a Zema em Minas Gerais.
Depois de ameaçado por causa de uma crítica e duramente cutucado, Zema lembrou
ao ministro Gilmar sobre a premissa estar
acima da lei. Gilmar devolveu agressivo, levou outra bola nas costas e
como diz o Zé de Nana, “o trem não prestou”. Devotos de teorias da conspiração viram
tudo como jogada na construção de uma terceira via, amputando a direita bolsonarista
e adubando a esquerda lulista. Não creio, mas faz sentido. A terceira via
induzida é a aposta no caos como deseja o establishment. Mas, para além da
política o país carece mesmo é dos poderes e instituições operando nos termos
da constituição. O STF desenhado para ser corte constitucional, está hoje longe
do ideal. Urge a “supra-reforma” envolvendo Congresso, academia e sociedade
pois a degradação atual do STF não enseja que ocorra apenas com a visão caolha
dos seus membros.
1.1- Se a esmola é grande, desconfie
do santo

Por falar em reforma, não me lembro da OAB e
ministro Dino juntos nesta atual quadra brazuka e menos ainda para uma “reforma
do judiciário”. Em dezembro de 2025, ao julgar o caso Filipe Martins – continua
preso apesar das provas de que não saiu do país, não esteve na suposta reunião sobre
a suposta minuta do suposto golpe – o ministro Dino pediu que a polícia
judicial atuasse para retirar da tribuna o advogado Jeffrey Chiquini, que insistia
numa questão de ordem já denegada para usar slides. Novembro de 2025 e Dino pede
“serenidade e respeito” aos ritos da corte no julgamento dos “kids pretos”. Nestes
e noutros casos não lembro da OAB atuando como órgão de classe em prol dos seus
advogados. Surpreso a vejo agora apoiando o STF - em crise de credibilidade -, para
reformar o judiciário sem o indispensável Congresso, que aliás tem no seu seio
juristas, professores de direito e advogados. Não é muita esmola da OAB? Olha
que o santo do STF é Fraquin.
1.1- Prato do dia

Enquanto o centrão vai de
terceira via, a esquerda vai de “Ele Não” e para polarizar põe nas costas do
Bozo o dilúvio e até o naufrágio do Titanic. O problema é que Lula está no modo
“pombo jogando xadrez”: caga no tabuleiro, derruba as peças e voa cantando vitória.
A direita vai de plano infalível, estilo Cebolinha para roubar o Coelho Sansão
da Mônica: todos da direita são candidatos para roubar votos do Lula, mas até
aqui vemos é Lula desidratando-se nas pesquisas por si mesmo. Já a direita
autofágica se consome. Zema cresce, Nicolas quebra o pau com a família Bozo e o
quadro paradoxal só revela que o Brasil não tem de estadistas e qualquer nome é
como o cafezinho da direita na Faria Lima ou pão com mortadela do MST.
1.6-Fim de papo

A última do Moraes: 17 idosos, todos 60+, vão
cumprir a prisão em casa. “Coisa feita” ou o cagaço com a reza braba de São
Vorcaro da Confissão Papudina. Entre os 17 a gatinha aí, Fátima Tubarão, 71
anos de idade, 17 de cana. Perigosíssima!
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