Terça-feira, 9 de junho de 2026 - 15h55

Manaus foi palco, nesta terça-feira (09/06), do lançamento
da obra coletiva que documenta a atuação da Defensoria Pública na Conferência
das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) e da Carta da
Defensoria Pública por Justiça Socioambiental e Climática. O evento foi
realizado no Museu da Amazônia (Musa), na Zona Norte, e contou com a
participação de representantes da Defensoria de seis estados.
De acordo com o Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael
Barbosa, a escolha de Manaus como cidade-sede do lançamento coloca a Amazônia,
mais uma vez, no centro das principais discussões sobre justiça climática e
social.
“A importância desse evento é consolidar nosso trabalho em levar justiça social para quem mais precisa. Nos últimos anos, vivenciamos secas e cheias históricas, então precisamos divulgar essas dificuldades para que as pessoas do mundo inteiro possam proteger a Amazônia junto com a gente”, pontuou Rafael Barbosa.

A obra, coordenada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), é uma parceria com a Defensoria Pública do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro e reúne artigos de defensores públicos de todo o Brasil, entre eles quatro do Amazonas.
Além dos artigos, a publicação contém relatos de experiência, resenhas e conteúdos audiovisuais produzidos a partir da participação das instituições na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA).
Para a presidente do Condege, Luziane Castro, o evento é um marco que representa uma articulação importante entre as instituições de todo o Brasil.
“É uma alegria enorme encerrar meu mandato com o lançamento dessa obra incrível. Trouxemos para o Amazonas o resultado do que apresentamos na COP 30 e nos juntamos para levar essa temática para o mundo, especialmente para mostrar quem mais sofre com a falta de justiça social e climática, que é a população mais vulnerabilizada”, disse Luziane Castro.

Representando a Defensora Pública Geral do Pará, o defensor público e coautor da obra coletiva, José Arruda, também ressaltou o papel social do evento.
“A COP30 permitiu que as Defensorias se unissem em prol do debate sobre justiça socioambiental e o impacto das mudanças climáticas para a população mais vulnerável. Evidentemente que é muito importante ter essa participação na Amazônia, que se tornou um ponto de observação do mundo em relação a essas questões ambientais”, afirmou José Arruda.
Estiveram presentes na solenidade o Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa; 2ª Subdefensora Pública Geral do Amazonas, Sarah Lobo; Presidente do Condege, Luziane Castro; Representante da Defensoria Pública do Pará, defensor José Arruda; Representante do Governo do Amazonas, secretária-executiva da Sedecti, Tayana Rubim Batista, e representante da Defensoria Pública de São Paulo, a defensora Patrícia Maria Liz de Oliveira.
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