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Daniela Amorim quer biocombustível só de plantas nativas


A deputada estadual Daniela Amorim (PTB) quer ampliar a oferta de biocombustíveis no estado, a partir da produção de essências regionais, que permitam o desenvolvimento sustentável, com aproveitamento de todo o potencial ambiental, numa experiência pólo que está sendo articulada em Ariquemes, e que envolve diretamente cerca de 150 produtores rurais.

Para assegurar os subsídios necessários ao desenvolvimento desse empreendimento, Daniela Amorim visitou, no início da semana, o projeto  Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (RECA), no distrito de Nova Califórnia, na divisa de Rondônia e Acre. Acompanhada do ajunto da Secretaria Estadual de Agricultura, Aníbal de Jesus, do agrônomo José Jesus Gonçalves e do presidente da Companhia Extrativista Vale Abunã (CEVA), Jacob Schlosser, a deputada conheceu um experimento desenvolvido com o açaí de touceira, pelos agricultores do Reca.

A vantagem dessa palmeira, segundo verificou a parlamentar, é ser nativa, produz 1001 derivados, entres eles, o mais requisitado do mercado, o biocombustível, sem prejudicar o meio ambiente. "Ao contrário, essa palmeira serve para ecoreflorestar áreas, e dela se extrair o óleo para biocombustíveis, mas também se produz ração animal, polpa, e mais outros mil produtos com mercado garantindo gerando renda aos produtores envolvidos, desenvolvimento social com aproveitamento de mão de obra e ainda ajuda ao meio ambiente", afirma, entusiasta, o presidente da Ceva.

O próximo passo, segundo ele, deve ocorrer nos próximos dias em Ariquemes, com o envolvimento da Prefeitura em novas reuniões com os produtores para criar o pólo com o açaí de touceira. "Nossa intenção é que essa planta seja explorada em todo o estado pelos produtores de biocombustíveis pelas vantagens sócio-econômicas e ambiental já demonstrada.", afirma Jacob Schlosser.

Daniela Amorim vê com bons olhos esse empreendimento, porque promove o desenvolvimento sócio econômico associado ao componente ambiental , conforme já certificado pelo Reca. O projeto de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado, uma referência nacional e internacional em inclusão social, surgiu como uma alternativa às famílias agricultoras, que migraram de diversas regiões do Brasil para a região oeste de Rondônia, e hoje sobrevivem e se mantem na floresta buscando a preservação do meio ambiente e sustentabilidade econômica.
 
Fonte: Yodon Guedes

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