Terça-feira, 6 de outubro de 2015 - 00h06
O sucesso do cacau clonal e as possibilidades de incremento na produção, sem aumentar a área plantada, revitalizando os cacaueiros já existentes, motivaram o Governo de Rondônia a propor aos agricultores a criação da Câmara Setorial do Cacau, no Dia de Campo realizado sábado (3), na Fazenda Vale do Rio Escondido, em Jaru. Na ocasião também foi entregue o cartão ‘Mais Calcário’, que dá direito a mil toneladas do corretivo de solo à prefeitura para ser distribuído entre os produtores.
“A Seagri [Secretaria de Estado da Agricultura] está propondo a criação da Câmara Setorial do Cacau a fim de fortalecer os cacauicultores, padronizar o fruto e, com isso, facilitar o fornecimento para as indústrias de beneficiamento, tanto em Rondônia quanto no restante do Brasil”, explicou o secretário Evandro Padovani, que usou como referência o sucesso alcançado pela Câmara Setorial do Café (Lei 2030, de 10 de março de 2009).
O ‘Dia de Campo’ realizado na Fazenda Vale do Rio Escondido superou as expectativas da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac), com quase 500 participantes das várias oficinas abordando todos os aspectos de plantio, cultivo, cuidados e vantagens do cacau clonal (clones).
Entre os presentes estavam 54 alunos do curso técnico de nível médio nas áreas de florestas (agronegócio) do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) de Jí-Paraná, todos interessados em conhecer o processo de cultivo do fruto, inclusive os métodos de combate às pragas (insetos). “Estamos trazendo estes estudantes para uma sala de aula no campo”, comentou Inaldo Pedro, prefeito de Jaru.
O diretor-geral da Ceplac, Cacildo Viana, enalteceu a acolhida dos proprietários da fazenda, Cláudio e Maria Eliza Coimbra, e comemorou a parceria que permitiu a criação de um viveiro experimental no local. “Temos uma variedade muito grande de mudas, de vários estados e países, e o cultivo continuado nos permite observar qual delas se adapta melhor aos solos do nosso estado, por isso o apoio da iniciativa privada é tão importante”, afirmou.
O presidente da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Luiz Gomes, disse que o cacau clonal enxertado em um cacaueiro adulto (com vários anos produzindo) multiplica por quatro a sua produção e “isso permite que aumentemos a nossa produção sem plantar mais nenhum pé. É claro que continuaremos, em paralelo, plantando novos cacaueiros, porém, usaremos apenas os clonais mais produtivos”, explicou.
Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Marco Aurélio Anconi
Secom - Governo de Rondônia
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