Terça-feira, 25 de agosto de 2015 - 06h07
Uma força-tarefa formada por 11 técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) começou ontem, segunda-feira (24) um minucioso estudo sobre a situação da área da Saúde, no município de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia.
Mesmo com a ação do governo de Rondônia montada no início deste ano para socorrer o o município, Guajará-Mirim voltou a ter graves problemas. À época, do total de 1.040 atendimentos previstos, 883 foram realizados, conforme o secretário estadual e Saúde, Williames Pimentel.
De acordo com o secretário, a meta do governo de reduzir em 80% a demanda reprimida do município foi alcançada. Além dos atendimentos, seis cirurgias de alta complexidade foram realizadas, 50 ecos-cardiograma, 11 eletrocardiogramas e exames pré-operatórios.
“Os procedimentos fizeram parte da estratégia montada pelo governo de Rondônia para socorrer o setor de saúde do município que entrou, recentemente, em colapso. Dez médicos especialistas, entre cirurgiões, pediatras, ortopedistas, ginecologistas, cardiologistas e dermatologistas atenderam à população durante os três dias de mutirão”, explicou Pimentel.
Segundo ele, a ação conseguiu estabilizar a demanda reprimida identificada pelo setor de estatísticas da Sesau. Ajustes foram feitos para que o Sistema de Regulação Ambulatorial Estadual começasse a operar dentro de uma margem de celeridade aceitável.
CAOS NO SETOR
O estudo, solicitado pelo Ministério Público de Rondônia (MP), tem como objetivo levantar qual a verdadeira situação do setor no município. O diagnóstico feito pelo técnicos da Sesau vai servir como base para definir quais ações devem ser tomadas para que a população tenha acesso aos serviços oferecidos através do SUS.
De acordo com Rosimar Gonçalves Xavier, que coordena a equipe em Guajará-Mirim, o MP pediu, através de documento assinado pelo promotor de Justiça, Samuel Alvarenga Gonçalves, que sejam levantados dados sobre a atenção básica, regulação, média e alta complexidade, informatização de sistema e auditoria de procedimentos.
Na prática, o MP quer saber por que, mesmo com a ação da Sesau no início do ano, a cidade não manteve os serviços funcionando? O promotor vai acompanhar o levantamento in loco. E solicitou, novamente, o apoio do governo de Rondônia. Após o fechamento do diagnóstico, o MP terá embasamento e informações precisas sobre o setor para cobrar das autoridades locais a solução para o problema.
Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia
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