Porto Velho (RO) domingo, 21 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Municípios

MPF/RO processa prefeito e secretário de Saúde de Ji-Paraná por improbidade administrativa


O prefeito de Ji-Paraná, José de Abreu Bianco, o secretário de Saúde daquele município, Abrahim Chamma, e dois servidores públicos – Juraci Ferreira Dias e Edilson Shockness – estão sendo processados pelo Ministério Público Federal (MPF). A acusação é de improbidade administrativa. Segundo o MPF, os réus exigiram que a Ulbra (Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná) e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) substituíssem seus representantes no Conselho Municipal de Saúde (CMS) como condição para que o Município renovasse convênio de estágio com a Ulbra e repasse de verbas à Apae.

Entre as obrigações do Conselho de Saúde está a fiscalização da movimentação dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante investigações, o MPF apurou que os representantes da Ulbra e da Apae, Denise Cheavegatti e Victor Venâncio Araoz, “vinham realizando efetiva fiscalização das ações do Município na área da saúde, o que gerava desconforto à administração municipal”.

Segundo o MPF, o prefeito José Bianco e o secretário de Saúde Abrahim Chamma condicionaram a manutenção do convênio entre a prefeitura e a Ulbra à substituição da representante daquela Universidade no CMS. A investigação do MPF apurou que, com a possibilidade de comprometer o estágio de seus alunos na rede de saúde da prefeitura, a Ulbra substituiu a conselheira e, posteriormente, desistiu de fazer parte do CMS.

Já no caso da Apae, a exigência da administração municipal foi retransmitida pelo servidor público Juraci Ferreira Dias. Em reunião com a direção da Apae, Juraci informou que o então representante da Apae estaria “tumultuando as reuniões do Conselho” e que os conselheiros deveriam “continuar fazendo o bom trabalho que sempre fizeram”. Na reunião também estava presente o então presidente do CMS, Edilson Shockness, que assistiu a tudo sem se opor. A Apae recusou-se a substituir seu representante.

O procurador da República Rudson Coutinho argumenta que “as condutas dos réus tiveram o objetivo de interferir indevidamente na livre atuação do Conselho Municipal de Saúde. A efetiva independência do Conselho é fundamental para garantir a fiscalização dos recursos da saúde”.

O MPF pede a condenação dos réus à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa de até cem vezes o valor de suas remunerações, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais.

Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)
 

Gente de OpiniãoDomingo, 21 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Venha torcer pela vitória do Brasil na Rua do Hexa

Venha torcer pela vitória do Brasil na Rua do Hexa

Chegou o grande dia! A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira para enfrentar o Haiti pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do M

Rua do Hexa terá dois telões, brinquedos e shows musicais na torcida pelo Brasil

Rua do Hexa terá dois telões, brinquedos e shows musicais na torcida pelo Brasil

Após o sucesso da transmissão do primeiro jogo, a Prefeitura de Porto Velho prepara uma programação ainda maior para receber a população na Rua do H

Programação diária marca nova fase da Rua do Hexa em Porto Velho

Programação diária marca nova fase da Rua do Hexa em Porto Velho

O sucesso de público e a aprovação popular fizeram a Prefeitura de Porto Velho dar um novo passo na Rua do Hexa. A partir desta semana, o espaço pas

Jovens da Rádio Farol transformam paixão junina em sonho no Arraiá do Bera

Jovens da Rádio Farol transformam paixão junina em sonho no Arraiá do Bera

Quando Arthur Melo tinha apenas oito anos de idade, o que mais chamava sua atenção nas noites de arraial eram as luzes, as cores e a emoção que tomav

Gente de Opinião Domingo, 21 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)