Sábado, 1 de junho de 2024 - 13h16

O
presidente Lula sempre se disse um comunista ou, pelo menos, nos últimos
tempos, manifestou o seu prazer em colocar um ministro comunista no Supremo
Tribunal Federal. É amigo de ditadores comunistas, como Nicolás Maduro
(Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Xi Jinping (China) e Vladimir Putin
(Rússia), e tem trabalhado para aquilo que ele chama de “Sul global”.
Afasta-se, pois, dos países democráticos e vincula-se aos países mais à
esquerda, a maioria ditaduras.
Por
que estou mencionando isso? Porque, de rigor, nossa entrada na Organização para
a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde estão países inclusive da
América, como, por exemplo, o México, é importante. A OCDE é uma organização
que representa 70% do PIB mundial e onde o progresso de todas as nações é
evidente.
O
embaixador Rubens Barbosa, em recente artigo no jornal O Estado de S. Paulo,
mostrou a importância de o Brasil entrar para a OCDE e disse que o presidente
Lula não faz nenhum esforço para que isso ocorra, pois, para ele, não é
relevante. O próprio jornal criticou, em seu editorial, essa
tendência do atual governo em dirigir-se para o “Sul global” e unir-se a países
fracassados que são ditaduras, como Venezuela e Nicarágua, ou então solidificar
relações com países que estão fazendo aliança anti-Ocidental, como Rússia e
China. Não é isso que o Brasil quer, e muito menos o que desej a a grande
maioria dos brasileiros. Estamos no Ocidente, não temos que nos vincular ao
Oriente comunista ou ao “Sul global”, com países esquerdistas.
Essa
é a razão pela qual nós deveríamos entrar na OCDE, para termos as portas
abertas em todos os países democráticos, com todas as nações mais
desenvolvidas, onde a troca de tecnologia e, ao mesmo tempo, o entendimento
entre essas nações auxiliam nosso crescimento. Por isso, o alerta do embaixador
Rubens Barbosa e do editorial do jornal O Estado de São Paulo, criticando esse
amor à esquerda, essa tendência de se voltar para o atraso por parte de quem se
diz comunista e que colocou um ministro comunista no Supremo Tribunal Federal.
Parece-me
importante que nós, brasileiros, mostremos ao presidente Lula que nosso destino
é ocidental. Estamos em um continente ocidental e não é nos unindo a países
vinculados às ditaduras ou que, efetivamente, fazem oposição ao Ocidente que
cresceremos. A entrada do Brasil na OCDE é, portanto, uma imperiosa
necessidade.
Ives
Gandra da Silva Martins - Professor emérito das Universidades
Mackenzie, Unip, Unifieo e UNIFMU, do CIEE do Estado de São Paulo, das Escolas
de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da
Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, é presidente do Conselho
Superior de Direito da FecomercioSP.
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