Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 - 12h11

Durante muito tempo, o calendário foi visto apenas como uma
ferramenta de rotina. Em 2026, ignorá-lo será um erro estratégico. Com a Copa
do Mundo, eleições e muitos feriados, teremos um ano atípico: o consumo será
instável e a atenção das pessoas estará totalmente fragmentada. Não será um ano
ruim, mas será um ano seletivo. Vencerá quem planejar melhor, não quem for
apenas otimista.
O
Desafio da Atenção
Os números mostram a força desse cenário:
Engajamento: 71% dos brasileiros pretendem acompanhar a
Copa (bem acima da média mundial de 59%).
Custo: O Brasil deve liderar o crescimento mundial de
publicidade (+9,1%).
Isto significa que haverá muito dinheiro disputando o mesmo
consumidor. Se você não tiver estratégia, sua marca vai apenas “queimar caixa”
tentando ser ouvida no meio do barulho.
O
Impacto nos Setores
Eventos gigantes não ajudam todo mundo por igual. Enquanto
turismo, bares e alimentação lucram rápido, a indústria, o varejo e o mercado
B2B sofrem com menos dias úteis e decisões de compra adiadas. Em 2026, a “média
mensal” de vendas não será um bom indicador de saúde para o seu negócio. É
preciso pensar nos ciclos. Haverá tempos de altas e baixas vendas.
Fuja
das Armadilhas
Muitos empresários acreditam na ilusão de que “anos de Copa
e Eleição aquecem a economia sozinhos”. O mercado não se comporta da mesma
forma para todos. A realidade é bem diferente:
Atenção é recurso escasso: A propaganda se torna maior,
fica mais cara e menos eficiente.
Instabilidade no caixa: Você terá períodos de pico seguidos
por quedas bruscas. Sem reservas ou receitas recorrentes, o susto será grande.
A atenção ao caixa e ao capital de giro será primordial.
Como
se preparar
O calendário não será uma desculpa, mas a causa dos seus
resultados. As empresas que saírem na frente serão aquelas que:
* Fortalecerem a recorrência (vendas constantes).
* Planejarem o ano em ciclos curtos, e não em médias
anuais.
* Anteciparem o fluxo de caixa para aguentar os meses
parados.
Em 2026, ter previsibilidade será muito mais valioso do que
tentar crescer a qualquer custo. As empresas que se planejarem para os ciclos,
que encararem este ano como um ano atípico e os que se anteciparem aos
problemas, certamente, terão uma vantagem competitiva e resultados bem melhores
das que se comportarem da forma tradicional.
( * ) É presidente da Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO e Vice-Presidente da
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-CNC.
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