Quinta-feira, 23 de dezembro de 2021 - 14h02

“Ou o Brasil acaba com a saúva,
ou a saúva acaba com o Brasil”. A frase, atribuída a um pesquisador francês,
teria sido dita há 205 anos, durante sua visita ao Brasil. Apesar de
desempenhar papel importante na reciclagem de nutrientes e na fertilização do
solo, segundo estudiosos do assunto, a saúva é uma praga que possui alto poder
de destruição.
A operação Lava-Jato descobriu e
destruiu um sauveiro de proporções gigantescas que vinha devastando as bases da
maior empresa do ramo petrolífero do país e uma das maiores do mundo: a
Petrobrás. Esperava-se que, a partir da aplicação de fungicidas e formicidas
legais, houvesse uma redução da praga, mas o que se tem acompanhado no
noticiário é exatamente o contrário, evidenciando que, no Brasil, ainda não há
substância ativa capaz de inibir a ação das saúvas requintadas, que não
resistem à tentação de devastar o patrimônio público.
No âmbito federal, o presidente
Jair Bolsonaro teve um trabalho danado para afastar dos cofres públicos as saúvas
que se acostumaram a mamar nas flácidas tetas do erário nos governos petistas,
por meio de uma tal Lei Rouanet, apelidada por alguns de “Lei da Mamata”, dada
a facilidade com que espertalhões pegavam o suado dinheiro do contribuinte para
fomentar projetos culturais, mas, na verdade, usavam os milhões para finalidades
outras que em nada dizem respeito à cultura, como a aquisição de bens e ostentação.
São pessoas movidas exclusivamente pela ambição do dinheiro. Não conseguem se
comportar socialmente como um ser espiritual.
No Brasil, o enriquecimento
ilícito ainda é aceito por parcela expressiva da sociedade com naturalidade. Tem
gente que acha que Lula foi o melhor presidente que este país já teve,
independente do esquema de corrupção que ele comandou e do qual se beneficiou. Não
por acaso pessoas obscuras, sem qualificação profissional ou talento que lhes
assegure a constituição de patrimônio econômico apreciação, acabam ingressando
na política e nos diferentes setores de governo com a única intenção de construir
fortuna e turbinar suas já polpudas contas bancárias. E quando aparece alguém disposto
a colocar as coisas nos eixos, logo é chamado de retrogrado, ditador ou bobagens
do gênero. Como o Brasil já se mostrou incapaz de acabar com as saúvas que
prosperam nos mais diversos escalões da República, pelo menos já deveria ter encontrado
uma substância para controlar essa pragar, antes que elas, as saúvas
requintadas, acabem com o nosso país.
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