Quinta-feira, 27 de maio de 2021 - 14h12

A CPI da Pandemia
aprovou a convocação de alguns governadores, dentre eles, o de Rondônia, Cel.
Marcos Rocha, em cujas administrações repousariam suspeitas de desvios de
recursos públicos usados no combate à covid-19.
Curiosamente, Renan
Filho, governador de Alagoas, filho do senador Renan Calheiro, Relator da CPI,
não foi convocado. Provavelmente, o será no segundo tempo. Ágil no gatilho, na
hora de tratar convocados com arrogância, quero ver onde o senador vai meter a
sua empáfia quando o filhote comparecer.
Para políticos da
estirpe de Calheiros, com dezessete processos no Supremo Tribunal Federal
(STF), por eventuais irregularidades, dentre elas o desvio do fundo de pensão
de funcionários dos Correios, o Postalis, é mais conveniente, como ensina a
Bíblia, tentar tirar o cisco do olho do seu irmão do que tirar a trave que está
no próprio olho.
O governador do Piauí, Wellington
Dias, do PT, acostumado a aparecer na mídia arrostando vantagem, não escapou na
convocação. Terá de explicar onde e como foram aplicados os milhões de reais
destinados pelo governo federal àquela unidade da federação para comprar
equipamentos hospitalares. Enquanto isso, o governador do Distrito Federal, em
cujos ombros, até onde se sabe, não pairam indícios de ilegalidades, foi
convocado.
Há caso de governador
que teria usado o dinheiro para colocar as contas do Estado em dia. Há, também,
suspeita de que gente teria pegado o dinheiro para construir hospitais de
campanha, mas não o fez. E há, ainda, autoridade que teria pegado a grana para
comprar, por exemplo, sete respiradores, mas menos da metade teria sido
entregue, como é o exemplo do governador Helder Barbalho, do Pará. E, o que é
pior, a preço superfaturado. Agora, advinha de quem o senhor Helder é filho.
Acertou quem disse do senador Jader Barbalho, envolvido em sucessivos
escândalos, como o da Sudam, onde 21 milhões teriam sido desviados dos cofres
públicos. Chegou a hora de essa gente explicar tim tim por tim tim à CPI.
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