Segunda-feira, 17 de março de 2014 - 12h07

As fortes chuvas que caem nas regiões da Pérola do Mamoré e do Rio Beni (Bolívia), tem elevando o nível do Rio Mamoré diariamente, em 10 centímetros, aproximadamente, nos últimos sete dias, desalojando inúmeras famílias de suas residências, particularmente os moradores dos bairros do Triângulo e Cristo Rei, em Guajará-Mirim.
Também o Rio Lage, que corta a BR-425, entre os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, subiu seu nível substancialmente, invadindo trechos do asfalto, dificultando ou impedindo o acesso dos moradores perolenses ao município vizinho.
Como se não bastasse interdições de trechos das rodovias federais 364 e 425, há mais de um mês, em decorrência das cheias dos rios Madeira, Araras e Mamoré, deixando as populações de Guajará-Mirim e Nova Mamoré isoladas, assim como, desabastecida de gêneros alimentícios, medicamentos e combustíveis, também impossibilitando o translado de passageiros e doentes por via terrestre, agora a natureza resolveu também dificultar, mais ainda, a vida dos moradores de Guajará, elevando os níveis dos Rios Araras e Mamoré, causando o alagamento de estradas, ramais rurais e da região beira rio da cidade.

Soma-se aos fenômenos da natureza, que tem acarretado inúmeros transtornos para o cidadão guajaramirense, a pouca agilidade das autoridades dos poderes executivo e legislativo perolenses, reconhecidos como autoridades pífias em seus respectivos papeis. Inundações, desabastecimentos, desalojamentos, autoridades e organismos públicos com resultados insuficientes, buracos, poeiras e uma grande quantidade lixos e entulhos nas vias públicas da cidade, tem transformado a vidada do cidadão de Guajará-Mirim em um verdadeiro inferno.
Como parte do problema enfrentado pela população é em decorrência de fenômenos da natureza, parece que a única saída do cidadão é aguardar a própria natureza resolvê-los. Esperar por uma solução das autoridades (in)competentes é pura perda de tempo.

Como já afirmei anteriormente, repetindo um velho ditado popular, o guajramirense está, literalmente, com ‘a água batendo na bunda’ – e não é mais só figura de linguagem. A hora é agora, o momento é este e a causa, periclitante, nos empurra para ocuparmos ruas e praças, exigindo de nossas autoridades (algumas delas pateticamente perdidas), soluções urgentes para o bem-estar e sobrevivência de nossa população. Vamos nos somar e participar do movimento SOS Guajará, nossa única tribuna para protestos.
Fonte: Ariel Argobe
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