Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017 - 11h22

247 - O jornalista Kennedy Alencar criticou nesta quarta-feira, 15, que a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que manteve o ministro Moreira Franco na Secretaria-Geral da Presidência e com foro privilegiado.
"Levando em conta a decisão de Celso de Mello, fica nítido o uso no STF de dois pesos e duas medidas nas avaliações dos casos do ministro Moreira Franco e do ex-presidente Lula. Na situação do petista, houve o peso político de um diálogo entre o ex-presidente e a então presidente, Dilma Rousseff, que foi divulgado ilegalmente pelo juiz federal Sérgio Moro, como registrou o ministro Teori Zavascki", afirmou.
" A contradição entre a decisão de Celso de Mello e a do ministro Gilmar Mendes, que invalidou a posse de Lula na Casa Civil no ano passado, custará caro ao Supremo em termos de imagem", acrescenta Kennedy. "Por mais que haja diferenças, existem muito mais semelhanças nos dois casos _inclusive em relação à suspeita de que o status de ministro pudesse ser usado como blindagem política. Obviamente, Moreira e o presidente Michel Temer foram beneficiados. Lula e Dilma, prejudicados. No ano passado, a decisão contra de Mendes ajudou a pavimentar a queda do PT do poder."
Kennedy Alencar diz ainda que Michel Temer não gostou de mais uma declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, na qual ele deixou claro que Ricardo Barros foi nomeado para o Ministério da Saúde em troca de votos do PP. "O presidente tem achado ruim a sequência de declarações desastradas do chefe da Casa Civil. Já pediu que ele falasse menos. Já pediu que se intrometesse menos na economia. Essa fala sobre o Ministério da Saúde mostra arrogância e escancara o mais puro fisiologismo, o chamado 'toma lá, dá cá'. Padilha já esteve mais forte no governo. Perdeu poder para Henrique Meirelles, da Fazenda, e para Moreira Franco, da Secretaria Geral", afirmou.
Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar.
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