Terça-feira, 23 de novembro de 2021 - 09h45

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, dizia, em seus programas de
televisão, que, “quem não se comunica, se trumbica”. O ex-presidente,
ex-presidiário e pretenso candidato à presidência da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, tem seguido à risca as recomendações do velho guerreiro. O
petista não tem feito outra coisa, a não ser falar. O problema é que Lula
exagera na língua. É sabido que, quem muito fala, pouco escuta, até por falta
de oportunidade ou de tempo. E é exatamente isso o que acontece com Lula. Ele
insiste em se colocar como o centro das atenções, esquecendo-se de que não está
com essa bola toda que julga aparentar. Lula acha que só ele sabe fazer, que só
ele é capaz, que seu partido é o melhor, que seus adversários são ineptos,
incompetentes, ou coisa do gênero. Ledo engano.
Lula precisa urgentemente cair na real, deixar de
deslumbramentos. Ele não é mais aquele Lula de seu primeiro mandato como
presidente da República. Sejamos realistas. Aquele Lula está moralmente
enfraquecido. Foi varrido do mapa político e caiu em desgraça no conceito de
que desfrutava junto à parcela expressiva da opinião pública brasileira, depois
que foi apanhado pela operação Lava-jato, acusado de transformar a Petrobrás em
balcão de negociatas, ou seja, no mais deslavado fisiologismo de que se tem
notícia na história política brasileira, para buscar e manter ampla base
parlamentar de apoio.
Agora, Lula resolveu respirar novos ares. Incomodado com as
frequentes chuvas de ovos e os gritos de “ladrão”, sempre que se aventurou a
sair às ruas do Brasil, com suas pregações enfadonhas e intermináveis. Lula viajou
à Europa, na ânsia de costurar o grande acordo político que o lançaria candidato
imbatível em 2022. Lula vai de um lugar a outro, como se se tratasse de uma inusitada
experiência política, achando que ainda tem cacique suficiente na balança
eleitoral para retornar ao comando do Brasil. Lula não quer aceitar, mas,
politicamente, ele sabe que está morto. Só esqueceu de deitar para ser
enterrado.
Quarta-feira, 17 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O silêncio oficial sobre a violência doméstica em Rondônia
É comum, no dia 8 de março, autoridades, políticos e dirigentes públicos destacarem a trajetória individual de uma ou outra figura do gênero feminin

O empate de Cabo Verde/Espanha que abalou Atlanta
A Alma feminina no Coração do Futebol masculino e o Aviso a Portugal a reflectir a LusofoniaO cronómetro do Mundial de Atlanta parecia ter engolido

A temperatura aqui em Porto Velho durante o meio do ano sempre foi alta e dizíamos até, no caso, que o mês de agosto era o mês do desgosto, coincide

Não pergunteis quando deixarão as elites de atraiçoar a alma portuguesa: os avisos de Camões, Garrett e Vieira perderam-se no tempo e o mar ainda
Quarta-feira, 17 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)