Segunda-feira, 7 de março de 2016 - 05h11

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello vê com indignação a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato: "A pior ditadura é a ditadura do Judiciário", diz. "Aplaudo o Moro, mas não se avança culturalmente debaixo de vara", acrescenta.
Em entrevista ao Valor, ele diz que o país está desprovido de segurança jurídica para a quadra delicada que o país atravessa e lista ainda outras condutas que ‘denotam falta de transparência do poder que deveria dar o exemplo’, como a decisão do seu colega Luiz Edson Fachin de retirar da pauta do plenário a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL): "Não é bom quando se retira um processo que tramita há tanto tempo. Gera uma insegurança enorme".
Na denúncia, oferecida há três anos, a procuradoria acusa o presidente do Senado de apresentar notas fiscais falsas ao Conselho de Ética para se defender de um processo de cassação de mandato em 2007. Ele foi acusado de usar a empreiteira Mendes Junior a pagar a pensão de uma filha que teve fora do casamento (leia mais).
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