Sexta-feira, 10 de novembro de 2017 - 07h15

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca o clima de suicídio partidário que ronda o PSDB após Aécio Neves destituir Tasso Jereissati da presidência interina do partido.
"Com o filme queimado pela Lava Jato, o senador mineiro foi para o tudo ou nada ao destituir Tasso Jereissati do comando provisório da sigla. A intervenção implodiu as pontes que restavam entre a ala governista e o grupo que defende o rompimento com o Planalto.
O clima agora é de guerra fratricida.
(...)
Depois de perder quatro eleições presidenciais, os tucanos pareciam ter caminho aberto para voltar ao poder em 2018. Em vez de aproveitar o vento a favor, o partido se enroscou na impopularidade de Temer e nos rolos de Aécio com a polícia. Perdeu espaço para Jair Bolsonaro e outros aspirantes ao papel de Anti-Lula.
Hoje os dois presidenciáveis do PSDB não conseguem ultrapassar os 8% das intenções de voto."
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