Sexta-feira, 31 de maio de 2013 - 14h59
*Carlos Araújo
As experiências vividas ou observadas devem funcionar como farol a iluminar a nossa caminhada. Isso, no cotidiano de um cidadão comum. Na atividade política, então, evitar repetir erros é crucial ao sucesso de uma empreitada eleitoral.
Isto posto, foi mais ou menos o que me veio a mente ao ler uma entrevista do empresário e político Mario Gonçalves Português, em que o jornalista (que não se identificou, mas a entrevista foi publicada no site www.rondoniadinamica.com) afirma, sem colocar aspas - o que significaria dizer que seria uma afirmação de Português – que o ex-novato candidato a prefeito de Porto Velho decidiu de vez fincar pé na política, vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa e já pensa em assumir a presidência do Poder Legislativo Estadual.
Menos, seu Mário, menos!
Em política, há determinadas coisas que se pensam, mas não se verbaliza jamais antes da hora. Um passo de cada vez. Eleitor costuma reprovar político que se mostra muito ávido por poder, mirando um cargo mais alto ao disputar um menor.
Lembre-se, seu Mário, do comportamento do ex-prefeito Carlinhos Camurça, numa de suas tentativas de voltar ao poder. Na campanha eleitoral de 2010, se não me falha a memória, Camurça e sua trupe chega para visitar moradores em suas humildes casas na zona leste da capital, com o discurso de que já estaria eleito deputado estadual e que seria o presidente da Assembleia Legislativa para dar uma lição de competência administrativa e honestidade com o dinheiro público, oportunidade que ele teve durante seis anos como prefeito de Porto Velho. A cidade é o que é. Sem maiores discussões.
Se não foi sua, seu Mário, a iniciativa de se lançar candidato a presidência da Assembleia Legislativa antes mesmo de conquistar um mandato de deputado estadual, condição sine qua non para se credenciar para o posto, use o seu jeitão de admoestar seus subordinados para impedir sua assessoria de divulgar certas asneiras.
O mais prudente e menos arrogante aos olhos dos eleitores, sobretudo o eleitorado sério, é disputar um cargo de cada vez, para não transparecer que o Mário Português é somente mais um que busca o poder pelo poder.
*É jornalista
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